terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Influência das sondagens nos resultados eleitorais no caso das Presidenciais 2011

A principal conclusão ao fazermos a comparação entre as sondagens e os resultados eleitorais é a de que, tal como Wert no seu artigo sobre sondagens apontava para as eleições presidenciais, de que as sondagens sobrestimam o candidato vencedor, bem como a sua margem de vitória, apesar de não ser muito significativa, já que Cavaco venceu à 1ª volta. Para mim, o que mudou em relação a outras eleições é que o candidato perdedor teve ainda menos do que as sondagens lhe apontavam, o que demonstra que não conseguiu, apesar do seu esforço, ter algum efeito underdog que lhe favorecesse. Contudo, se olharmos para o resultado de Nobre de 14%, quando as sondagens lhe davam 11%, talvez possamos ver aí algum efeito underdog, mas como é muito difícil provarmos que isso acontece, avanço com outros motivos para a subestimação do seu resultado, como o final de campanha que foi sempre em crescendo, tal como as sondagens finais deram esse aumento das intenções de voto, por outro lado a abstenção muito elevada que eventualmente lhe favoreceu, e por último, do ponto de vista político o mais importante, a disputa do mesmo tipo de eleitor entre ele e Alegre, que contribui para o resultado muito próximo entre os dois. Quanto ao candidato comunista, em concordância com um relatório da ERC sobre sondagens, o resultado do PCP é sempre ligeiramente subestimado. O candidato Coelho foi obviamente subestimado sobretudo devido ao resultado que obteve na Madeira e o facto de ter aparecido aos eleitores já no fim da campanha, além da abstenção que o favoreceu. Por último, as sondagens quase acertaram no resultado de Defensor Moura.

Média das sondagens pré-eleitorais para Eleições Presidenciais de 2011

Cavaco Silva - 57,76% 
Manuel Alegre - 22,22% 
Fernando Nobre - 10,64% 
Francisco Lopes - 5,82% 
José Manuel Coelho - 1,84% 
Defensor Moura - 1,74%

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Resultados eleitorais das Eleições Presidenciais de 23/1/2011

Cavaco Silva - 52,94% 2 230 104 votos 
Manuel Alegre - 19,75% 831 959 votos 
Fernando Nobre - 14,1% 593 868 votos 
Francisco Lopes - 7,14% 300 840 votos 
José Manuel Coelho - 4,5% 189 340 votos
Defensor Moura - 1,57% 66 091 votos 
Nulos - 1,93% 86 543 votos 
Brancos - 4,26% 191 159 votos

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tomada de posse de Dilma Roussef como Presidente do Brasil e Portugal como membro não-permante do Conselho de Segurança da ONU

Bem-vindos a 2011

Este ano será marcado pela entrada ou não do FMI em Portugal, da qual dependerá a situação política em Portugal, se o Governo se mantém ou não. Na UE será um ano em que poderá estar em causa o € dependendo da Espanha se consegue superar ou não a crise orçamental. Este é o ano em que Obama tem de fazer de tudo pelas suas reformas, já que para o ano irá a votos.
No plano desportivo espera-se que Portugal se qualifique para o Euro 2012 e em que o FC Porto deve voltar a ser campeão nacional podendo ter aspirações na Europa, tal como as restantes equipas portuguesas.
Na economia é um ano de possível recessão no nosso país, um ano em que os portugueses irão perder poder de compra e sofrerão uma quebra generalizada do nível médio de vida, na UE haverá um crescimento lento das economias devido aos planos de redução dos défices dos Estados-membros da Zona Euro e espera-se que os EUA possam recuperar mais rapidamente, porém serão os BRIC que, com certeza mais irão crescer.