sábado, 2 de julho de 2011

Final da Liga dos Campeões 2010/2011: Barcelona vs Manchester United

Com resultado de 3-1 favorável ao Barcelona que terminou mais uma edição da Liga dos Campeões, com golos de Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa contra o de Wayne Rooney, o Barça alcançou a 4ª título de campeão europeu da sua história, 2 em 3 anos e 3 nos últimos 6 anos. O que demonstra uma tendência histórica no clube num país em que o Real Madrid conquistou este troféu por 9 vezes, mas que não ganha já há 9 anos, neste período o Barcelona já arrecadou 3 títulos, este ano até eliminou o Real nas meias da prova. O Manchester United voltou a perder uma final para o Barcelona, tal como há 2 anos em Roma, desta feita mesmo no seu país, em Londres no Wembley, foi a 3ª final em 4 anos, apenas conquistou a primeira em 2008 frente ao Chelsea, em Moscovo, mantendo-se com 3 títulos, se não fosse o super Barça dos últimos anos, para mim a melhor equipa de sempre, a competência do Manchester United marcaria também a sua era no futebol europeu.
O jogo foi bom, no início o Manchester surpreendeu pressionando alto, mas durou pouco, o Barcelona foi conseguindo ao longo do jogo fazer o seu futebol e foi superior, apesar da boa réplica do United, que após ter sofrido o 1º golo ainda conseguiu empatar, resultado esse ao intervalo, 1-1. Na 2ª parte, o Barça dominou por completo não deixando hipóteses de reacção do adversário, foi nesta fase que surgiu a estrela Messi juntamente com o melhor futebol colectivo dos catalães, o jogo de despedida de Van Der Sar, assistimos ao Barcelona desenhar mais um bonito episódio da história do futebol de ataque e de posse de bola, mas também a lição de que o melhor futebol pode superar sempre qualquer equipa e que se consegue ter resultados.

XIX Governo Constitucional PSD/CDS de coligação com maioria parlamentar

Pedro Passos Coelho-Primeiro-Ministro
Ministro de Estado e das Finanças-Vítor Gaspar
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros-Paulo Portas
Ministro da Defesa Nacional-José Pedro Aguiar-Branco
Ministro da Administração Interna-Miguel Macedo
Ministra da Justiça-Paula Teixeira da Cruz
Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares-Miguel Relvas
Ministro da Economia e do Emprego-Álvaro Santos Pereira
Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território-Assunção Cristas
Ministro da Saúde-Paulo Macedo
Ministro da Educação e da Ciência-Nuno Crato
Ministro da Solidariedade e da Segurança Social-Pedro Mota Soares

Composto por 11 ministros, 35 secretários de Estado é o governo mais pequeno de sempre, o que não significativa um governo mais eficiente, porque se se acumula ministérios na pessoa do ministro, torna difícil gerir todas as pastas do ministério obrigando secretários de estado serem quase ministros, como tem que acontecer neste governo, no caso da economia e da agricultura.
Um governo com 5 ministros do PSD, 4 independentes e 3 do CDS, tem a ponderação dos partidos da coligação mais um número considerável de independentes, que podem se tornar agradáveis surpresas como profundas desilusões, o que não pode acontecer com o Ministro das Finanças, Vítor Gaspar vai ter que ser o Ernâni Lopes de 1983. Assim, o cumprimento do acordo estabelecido com o FMI e UE torna-se a maior de todas as prioridades, a redução do défice é necessária para conter a dívida pública e podermos olhar para o crescimento, para diminuir os problemas sociais, o maior deles o desemprego, por outro lado, esse acordo traça as linhas gerais de reformas estruturais que o país precisa em determinas áreas vitais de uma sociedade desenvolvida, apesar de representar muita despesa do Estado, como a Justiça, Educação e Saúde, ou ainda, a Segurança Social, no sentido de reformar estes serviços não sendo para isso necessário retirar-lhe a sua essência pública. Além disto, é necessário mudar a política em Portugal, para isso é imprescindível uma reforma constitucional que reinvente o nosso sistema político tornando a democracia mais próxima dos cidadãos. Por fim, se possível dar maior relevância aos chamados parentes pobres da política, a cultura, o desporto, ou a agricultura e pescas.
Posto isto, a missão do novo governo não é fácil, mas tem boas condições para efectuar as mudanças que entender, não devendo derivar muito à direita e não colocar em causa os princípios essenciais dos serviços públicos fundamentais, porque uma boa governação é aquela que se faz ao centro. O PS apesar de não poder estar no governo deve cumprir os compromisso honrados com o FMI e UE e apoiar tanto quanto possível as medidas necessárias ao cumprimento das metas orçamentais, bem como estabelecer pactos de regime em áreas de consenso alargado, onde precisa-se mais de 2/3 dos votos no Parlamento. A maioria parlamentar confere todas as condições internas, que o governo anterior nunca dispôs, para obter resultados de acordo com o esperado pelas instâncias internacionais, apenas o ambiente externo pode dificultar a sua tarefa, contudo o sucesso deste governo faz depender o sucesso do país, porque o país não pode falhar e entrar numa tragédia grega.

Influência das sondagens nos resultados eleitorais no caso das Legislativas 2011

Nestas eleições verificamos que se mantém a tendência para a sobrestimação do partido dado como derrotado, foi o que aconteceu ao PS, neste caso ao contrário das últimas eleições legislativas, o partido dado como vencedor foi subestimado, um facto que já não acontecia desde 1995. Com isto chegamos ao essencial, a retirar desta eleição é que houve uma subestimação significativa das sondagens da margem de vitória, sendo superior a 4,5% nas urnas do que as sondagens nos indicavam, assim podemos concluir que pode ter existido nestas eleições, o chamado efeito bandwaggon, o efeito que favorece o partido que está à frente nas sondagens, para isso terá contribuído os sucessivos empates técnicos das sondagens, que tiveram o condão de segurar todo o eleitorado do PSD, pois ninguém no partido poderia imaginar que as eleições estavam ganhas à partida, evitando a abstenção por certeza de vitória, além disto, pode ir buscar alguns votos úteis ao CDS, por receio da vitória socialista. A aproximação do acto eleitoral, já na campanha e após a vitória de Passos Coelho no debate frente a Sócrates, momento importante na vitória do PSD, começou finalmente a desenhar-se a onda de vitória laranja, tendo as sondagens na parte final mostrado a tendência de subida do PSD, o seu líder inclusive chegou a pensar no sonho da maioria absoluta enquanto nesta altura José Sócrates ainda pensava na vitória, mas o que as sondagens fizeram foi dar uma dinâmica de vitória que o PSD não estava a demonstrar nas ruas. O CDS apesar de prejudicado, não foi tanto como o PS pelos resultados das sondagens, não conseguiu ter um resultado histórico, mas teve lá perto, conseguindo crescer eleitoralmente apesar da subida do PSD, o seu líder esteve sempre atento a estas coisas e conseguiu de algum modo combater o voto útil e evitar a maioria absoluta do PSD. O PCP mais uma vez ficou com um resultado muito similar aos dados pelas sondagens, e por último, o BE, no qual as sondagens já davam uma perda significativa de eleitores, nas urnas ainda foi pior e o seu resultado foi sobrestimado em cerca de 1%. O que resulta dos resultados eleitorais foi que as sondagens empurraram o PSD para uma vitória folgada, penalizando mais o PS e o BE, e contribuindo para o não maior aumento do CDS, mais importante do que isso os portugueses fizeram o seu julgamento ainda mais penalizador do que as sondagens indicavam para quem governava, e premiando mais as únicas alternativas de governo existentes para a mudança de governo, foi essa a principal vontade dos portugueses nestas eleições, mais visível nas eleições do que nas sondagens.

Resultados eleitorais das Eleições Legislativas de 5/6/2011

PSD-38,65% 108 deputados 2.159.742 votos
PS-28,06% 74 deputados 1.568.168 votos
CDS-11,7% 24 deputados 653.987 votos
PCP-7,91% 16 deputados 441.852 votos
BE-5,17% 8 deputados 288.973 votos
MRPP-1,12% 62.683 votos
PAN-1,04% 57.849 votos
MPT-0,41% 22.690 votos
MEP-0,39% 21.936 votos
PNR-0,32% 17.742 votos
PTP-0,3% 16.811 votos
PPM-0,27% 15.081 votos
PND-0,21% 11.776 votos
PPV-0,15% 8.205 votos
POUS-0,08% 4.604 votos
PDA-0,08% 4.532 votos
PH-0,06% 3.590 votos

Brancos-2,66% 148.378 votos
Nulos-1,43% 79.995 votos

Abstenção-41,93% 4.035.539 não votaram
Votantes-58,07% 5.588.594 votaram
Inscritos-100% 9.624.133 eleitores

Média das sondagens pré-eleitorais para Eleições Legilativas de 2011

PSD-36,8%
PS-30,7%
CDS-11,6%
PCP-8%
BE-6,1%

Média das sondagens pré-eleitorais da última semana antes das eleições
PSD-36,3%
PS-31,2%
CDS-12,2%
PCP-7,9%
BE-6,1%

Últimas sondagens de cada empresa antes das Eleições Legislativas de 2011

Católica - 29 de Maio
PSD-36%
PS-31%
CDS-11%
PCP-8%
BE-7%
Outros, Brancos e Nulos-7%

Marktest - 31 de Maio
PSD-38,5%
PS-30,1%
CDS-9,7%
PCP-8,5%
BE-4,5%
Outros, Brancos e Nulos-8,8%

Intercampus - 1 de Junho
PSD-36,5%
PS-31,1%
CDS-11,6%
PCP-7,4%
BE-6%
Outros, Brancos e Nulos-7,3%

Aximage - 2 de Junho
PSD-37,4%
PS-29,2%
CDS-12,5%
PCP-8%
BE-6,7%
Outros, Brancos e Nulos-6,2%

Eurosondagem - 2 de Junho
PSD-35,5%
PS-31%
CDS-13%
PCP-8,2%
BE-6,3%
Outros, Brancos e Nulos-6%