domingo, 4 de dezembro de 2011

Sorteio do Campeonato da Europa de 2012 na Polónia e na Ucrânia

Grupo A
Polónia
República Checa
Rússia
Grécia

Grupo B
Holanda
Alemanha
Dinamarca
Portugal

Grupo C
Espanha
Itália
Croácia
República da Irlanda

Grupo D
Ucrânia
Inglaterra
Suécia 
França

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Portugal finalista vencido do Campeonato do Mundo de sub-20

Fase de Grupos
Grupo B                                              Classificação
Portugal-0-0-Uruguai                          1º Portugal 7
Portugal-1-0-Camarões                      2º Camarões 4
Portugal-1-0-Nova Zelândia               3º Nova Zelândia 2
                                                          4º Uruguai 2 

1/8 de Final
Portugal-1-0-Guatemala

1/4 de Final
Portugal-0-0-Argentina (5-4 em grandes penalidades)

1/2 Finais
Portugal-2-0-França

Final
Portugal-2-3-Brasil (após prolongamento)


sábado, 2 de julho de 2011

Final da Liga dos Campeões 2010/2011: Barcelona vs Manchester United

Com resultado de 3-1 favorável ao Barcelona que terminou mais uma edição da Liga dos Campeões, com golos de Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa contra o de Wayne Rooney, o Barça alcançou a 4ª título de campeão europeu da sua história, 2 em 3 anos e 3 nos últimos 6 anos. O que demonstra uma tendência histórica no clube num país em que o Real Madrid conquistou este troféu por 9 vezes, mas que não ganha já há 9 anos, neste período o Barcelona já arrecadou 3 títulos, este ano até eliminou o Real nas meias da prova. O Manchester United voltou a perder uma final para o Barcelona, tal como há 2 anos em Roma, desta feita mesmo no seu país, em Londres no Wembley, foi a 3ª final em 4 anos, apenas conquistou a primeira em 2008 frente ao Chelsea, em Moscovo, mantendo-se com 3 títulos, se não fosse o super Barça dos últimos anos, para mim a melhor equipa de sempre, a competência do Manchester United marcaria também a sua era no futebol europeu.
O jogo foi bom, no início o Manchester surpreendeu pressionando alto, mas durou pouco, o Barcelona foi conseguindo ao longo do jogo fazer o seu futebol e foi superior, apesar da boa réplica do United, que após ter sofrido o 1º golo ainda conseguiu empatar, resultado esse ao intervalo, 1-1. Na 2ª parte, o Barça dominou por completo não deixando hipóteses de reacção do adversário, foi nesta fase que surgiu a estrela Messi juntamente com o melhor futebol colectivo dos catalães, o jogo de despedida de Van Der Sar, assistimos ao Barcelona desenhar mais um bonito episódio da história do futebol de ataque e de posse de bola, mas também a lição de que o melhor futebol pode superar sempre qualquer equipa e que se consegue ter resultados.

XIX Governo Constitucional PSD/CDS de coligação com maioria parlamentar

Pedro Passos Coelho-Primeiro-Ministro
Ministro de Estado e das Finanças-Vítor Gaspar
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros-Paulo Portas
Ministro da Defesa Nacional-José Pedro Aguiar-Branco
Ministro da Administração Interna-Miguel Macedo
Ministra da Justiça-Paula Teixeira da Cruz
Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares-Miguel Relvas
Ministro da Economia e do Emprego-Álvaro Santos Pereira
Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território-Assunção Cristas
Ministro da Saúde-Paulo Macedo
Ministro da Educação e da Ciência-Nuno Crato
Ministro da Solidariedade e da Segurança Social-Pedro Mota Soares

Composto por 11 ministros, 35 secretários de Estado é o governo mais pequeno de sempre, o que não significativa um governo mais eficiente, porque se se acumula ministérios na pessoa do ministro, torna difícil gerir todas as pastas do ministério obrigando secretários de estado serem quase ministros, como tem que acontecer neste governo, no caso da economia e da agricultura.
Um governo com 5 ministros do PSD, 4 independentes e 3 do CDS, tem a ponderação dos partidos da coligação mais um número considerável de independentes, que podem se tornar agradáveis surpresas como profundas desilusões, o que não pode acontecer com o Ministro das Finanças, Vítor Gaspar vai ter que ser o Ernâni Lopes de 1983. Assim, o cumprimento do acordo estabelecido com o FMI e UE torna-se a maior de todas as prioridades, a redução do défice é necessária para conter a dívida pública e podermos olhar para o crescimento, para diminuir os problemas sociais, o maior deles o desemprego, por outro lado, esse acordo traça as linhas gerais de reformas estruturais que o país precisa em determinas áreas vitais de uma sociedade desenvolvida, apesar de representar muita despesa do Estado, como a Justiça, Educação e Saúde, ou ainda, a Segurança Social, no sentido de reformar estes serviços não sendo para isso necessário retirar-lhe a sua essência pública. Além disto, é necessário mudar a política em Portugal, para isso é imprescindível uma reforma constitucional que reinvente o nosso sistema político tornando a democracia mais próxima dos cidadãos. Por fim, se possível dar maior relevância aos chamados parentes pobres da política, a cultura, o desporto, ou a agricultura e pescas.
Posto isto, a missão do novo governo não é fácil, mas tem boas condições para efectuar as mudanças que entender, não devendo derivar muito à direita e não colocar em causa os princípios essenciais dos serviços públicos fundamentais, porque uma boa governação é aquela que se faz ao centro. O PS apesar de não poder estar no governo deve cumprir os compromisso honrados com o FMI e UE e apoiar tanto quanto possível as medidas necessárias ao cumprimento das metas orçamentais, bem como estabelecer pactos de regime em áreas de consenso alargado, onde precisa-se mais de 2/3 dos votos no Parlamento. A maioria parlamentar confere todas as condições internas, que o governo anterior nunca dispôs, para obter resultados de acordo com o esperado pelas instâncias internacionais, apenas o ambiente externo pode dificultar a sua tarefa, contudo o sucesso deste governo faz depender o sucesso do país, porque o país não pode falhar e entrar numa tragédia grega.

Influência das sondagens nos resultados eleitorais no caso das Legislativas 2011

Nestas eleições verificamos que se mantém a tendência para a sobrestimação do partido dado como derrotado, foi o que aconteceu ao PS, neste caso ao contrário das últimas eleições legislativas, o partido dado como vencedor foi subestimado, um facto que já não acontecia desde 1995. Com isto chegamos ao essencial, a retirar desta eleição é que houve uma subestimação significativa das sondagens da margem de vitória, sendo superior a 4,5% nas urnas do que as sondagens nos indicavam, assim podemos concluir que pode ter existido nestas eleições, o chamado efeito bandwaggon, o efeito que favorece o partido que está à frente nas sondagens, para isso terá contribuído os sucessivos empates técnicos das sondagens, que tiveram o condão de segurar todo o eleitorado do PSD, pois ninguém no partido poderia imaginar que as eleições estavam ganhas à partida, evitando a abstenção por certeza de vitória, além disto, pode ir buscar alguns votos úteis ao CDS, por receio da vitória socialista. A aproximação do acto eleitoral, já na campanha e após a vitória de Passos Coelho no debate frente a Sócrates, momento importante na vitória do PSD, começou finalmente a desenhar-se a onda de vitória laranja, tendo as sondagens na parte final mostrado a tendência de subida do PSD, o seu líder inclusive chegou a pensar no sonho da maioria absoluta enquanto nesta altura José Sócrates ainda pensava na vitória, mas o que as sondagens fizeram foi dar uma dinâmica de vitória que o PSD não estava a demonstrar nas ruas. O CDS apesar de prejudicado, não foi tanto como o PS pelos resultados das sondagens, não conseguiu ter um resultado histórico, mas teve lá perto, conseguindo crescer eleitoralmente apesar da subida do PSD, o seu líder esteve sempre atento a estas coisas e conseguiu de algum modo combater o voto útil e evitar a maioria absoluta do PSD. O PCP mais uma vez ficou com um resultado muito similar aos dados pelas sondagens, e por último, o BE, no qual as sondagens já davam uma perda significativa de eleitores, nas urnas ainda foi pior e o seu resultado foi sobrestimado em cerca de 1%. O que resulta dos resultados eleitorais foi que as sondagens empurraram o PSD para uma vitória folgada, penalizando mais o PS e o BE, e contribuindo para o não maior aumento do CDS, mais importante do que isso os portugueses fizeram o seu julgamento ainda mais penalizador do que as sondagens indicavam para quem governava, e premiando mais as únicas alternativas de governo existentes para a mudança de governo, foi essa a principal vontade dos portugueses nestas eleições, mais visível nas eleições do que nas sondagens.

Resultados eleitorais das Eleições Legislativas de 5/6/2011

PSD-38,65% 108 deputados 2.159.742 votos
PS-28,06% 74 deputados 1.568.168 votos
CDS-11,7% 24 deputados 653.987 votos
PCP-7,91% 16 deputados 441.852 votos
BE-5,17% 8 deputados 288.973 votos
MRPP-1,12% 62.683 votos
PAN-1,04% 57.849 votos
MPT-0,41% 22.690 votos
MEP-0,39% 21.936 votos
PNR-0,32% 17.742 votos
PTP-0,3% 16.811 votos
PPM-0,27% 15.081 votos
PND-0,21% 11.776 votos
PPV-0,15% 8.205 votos
POUS-0,08% 4.604 votos
PDA-0,08% 4.532 votos
PH-0,06% 3.590 votos

Brancos-2,66% 148.378 votos
Nulos-1,43% 79.995 votos

Abstenção-41,93% 4.035.539 não votaram
Votantes-58,07% 5.588.594 votaram
Inscritos-100% 9.624.133 eleitores

Média das sondagens pré-eleitorais para Eleições Legilativas de 2011

PSD-36,8%
PS-30,7%
CDS-11,6%
PCP-8%
BE-6,1%

Média das sondagens pré-eleitorais da última semana antes das eleições
PSD-36,3%
PS-31,2%
CDS-12,2%
PCP-7,9%
BE-6,1%

Últimas sondagens de cada empresa antes das Eleições Legislativas de 2011

Católica - 29 de Maio
PSD-36%
PS-31%
CDS-11%
PCP-8%
BE-7%
Outros, Brancos e Nulos-7%

Marktest - 31 de Maio
PSD-38,5%
PS-30,1%
CDS-9,7%
PCP-8,5%
BE-4,5%
Outros, Brancos e Nulos-8,8%

Intercampus - 1 de Junho
PSD-36,5%
PS-31,1%
CDS-11,6%
PCP-7,4%
BE-6%
Outros, Brancos e Nulos-7,3%

Aximage - 2 de Junho
PSD-37,4%
PS-29,2%
CDS-12,5%
PCP-8%
BE-6,7%
Outros, Brancos e Nulos-6,2%

Eurosondagem - 2 de Junho
PSD-35,5%
PS-31%
CDS-13%
PCP-8,2%
BE-6,3%
Outros, Brancos e Nulos-6%

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sondagem Legislativas 2011 - Eurosondagem para SIC, RR e Expresso dá diferença de 1% entre PSD e PS

PSD - 33,6% (-0,1%)

PS - 32,5% (+0,5%)

CDS - 12,8% (-0,4%)

PCP - 8,1% (=)

BE - 6,5% (-0,2%)

Outros partidos - 6,5%

NS/NR - 23,5%

Margem de erro - 4,32%

N=1550

Esquerda - 47,1% Direita - 46,4% Bloco Central - 66,1%

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sondagem Legislativas 2011 - Eurosondagem SIC, RR, Expresso que dá vantagem pouco superior a 1,5% ao PSD

Divulgada a 25 de Maio, realizada a 24 de Maio

PSD - 33,7% (+0,6%)
PS - 32% (-0,6%)
CDS - 13,2% (-0,5%)
PCP - 8,1% (+0,5%)
BE - 6,7% (+0,1%)
Outros, Brancos e Nulos - 6,3% (-0,1%)
N=510
Margem de erro - 4,34%


Entre parêntesis, a variação em relação à últimas sondagem da empresa curiosamente realizada 1 dia só antes desta outra sondagem.

Sondagem Legislativas 2011 - Universidade Católica para RTP, Antena 1, DN e JN que dá empate completo a 36% entre os candiadatos à vitória

Divulgada a 24 de Maio, realizada nos dias 21 e 22 de Maio

PS - 36%
PSD - 36%
CDS - 10%
PCP - 9%
BE - 6%
Outros, Brancos e Nulos - 3%
N=1490
Margem de erro - 2,5%

Sondagem Legislativas 2011 - Intercampus para TVI e Público que dá descolagem ao PSD estando à frente por mais de 6%

Divulgada a 23 de Maio, realizada entre 18 e 22 de Maio

PSD - 39,6%
PS - 33,2%
CDS - 12,1%
PCP - 6,6%
BE - 5,6%
Outros, brancos e nulos - 3%
N=1021

Sondagem Legislativas 2011 - Aximage para Correio da Manhã e Jornal de Negócios que dá vantagem de pouco mais de 1,5% ao PSD

Divulgada a 20 de Maio, realizada entre os dias 14 e 18 de Maio

PSD - 33,9%
PS - 32,2%
CDS - 14,1%
PCP - 8%
BE - 5,7%
Outros, brancos e nulos - 6,2%
N=750
Margem de erro - 3,6%

terça-feira, 24 de maio de 2011

Debates políticos televisivos para as Eleições Legislativas 2011

Paulo Portas vs Jerónimo de Sousa 4-0
José Sócrates vs Paulo Portas 1-2
Pedro Passos Coelho vs Jerónimo de Sousa 3-0
José Sócrates vs Francisco Louçã 0-2
Francisco Louçã vs Jerónimo de Sousa 0-0
Pedro Passos Coelho vs Paulo Portas 0-3
José Sócrates vs Jerónimo de Sousa 3-0
Pedro Passos Coelho vs Francisco Louçã 1-1
Paulo Portas vs Francisco Louçã 7-0
José Sócrates vs Pedro Passos Coelho 2-2

domingo, 10 de abril de 2011

Portugal pediu ajuda externa

Na passada 4ª feira, o governo português pediu à União Europeia um empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira que envolverá o Fundo Monetário Internacional, o qual será negociado até 16 de Maio pelo governo demissionário, que em princípio contará com o apoio do Presidente e do PSD mais o CDS. A crise financeira internacional que começou nos EUA no sector imobiliário no Verão de 2007 alastrou-se para a Europa no final de 2008 teve desde há um ano na instabilidade dos mercados a sua pior consequência, sobretudo para os Estados-Membros da Zona Euro, aqueles que tinham défices excessivos após terem apoiado as economias para combater a crise viram isso repercutir-se num aumento para níveis demasiado elevados as suas dívidas públicas, por isto países como a Grécia que mentiu durante vários orçamentos se viu confrontado com um défice que nunca conseguiria reduzir para 3% sem a ajuda externa da UE e do FMI, já a Irlanda foi dos países que mais sofreu com esta crise global com a completa falência do seu sistema financeiro e por isso caso não tivesse ajuda externa não conseguiria manter o seu sistema financeiro. Quanto a nós, o 3º país da Zona Euro a pedir ajuda ao fundo europeu e ao FMI, esta ajuda resulta da elevada dívida pública e externa, à qual os juros que temos de pagar por ela se tornaram insustentáveis, a partir do momento em que os bancos decidiram não comprar mais a nossa dívida e com um leilão que acarretou juros demasiados elevados para que já no curto prazo entrássemos em incumprimento, isto é a bancarrota tornando inevitável este pedido. Portanto, o empréstimo que o FMI nos vai dar é para pagar as nossas dívidas com juros, que a serem bem negociados deveriam ser muito inferiores ao praticado nos mercados financeiros, mais importante que o montante do empréstimo, talvez 80 mil Milhões € para os próximos 3 anos, contudo importa sublinhar este falhanço nacional 28 anos depois de o FMI nos ter salvo da mesma situação, com contextos diferentes mas o significado é o mesmo não conseguimos resolver por nós os nossos problemas, a necessidade de ir com frequência lá fora financiarmos para poder realizar as despesas do Estado. O problema tem vários anos, foi agravado e muito pela crise internacional, além disso a UE reagiu tarde à crise, ninguém pensou que ao pedir-se aos Estados um esforço para apoiar as economias faria aumentar os défices em demasia e por consequência as dívidas, o Governo também demonstrou incapacidade de previsão deste cenário e tomou as medidas necessárias tarde mais e por vezes insuficientes, contudo penso que a partir do OE 2011 a ser cumprido, como tem sido, o défice chegaria aos níveis que nos comprometemos, apesar disso como não se conseguiu assegurar a confiança dos mercados era necessária mais medidas orçamentais, às quais o Governo deu seguimento no novo P.E.C. ao qual veríamos se conseguiria reestabelecer a confiança nos mercados, mas a sua rejeição no Parlamento que impediu o Governo de manter o compromisso de cumprimento dessas medidas, até porque seriam impedidas de serem executadas no novo OE. De facto, a crise política que a rejeição do novo P.E.C. deu origem levou ao agravar da nossa situação, as eleições antecipadas saberíamos que levaria a entrada do FMI em Portugal, o que acabou por acontecer, afinal todos temos responsabilidades neste fracasso nacional, o Governo tem as suas responsabilidades mas a oposição também responsabilidades por não ter negociado o P.E.C. Já chega de falar do passado e do presente, o futuro do Portugal passa pelas eleições de 5 de Junho e pelo FMI, pelo menos acabou para nós a insuportável pressão dos mercados e não entraremos em bancarrota graças ao pedido de ajuda do exterior, o preço a pagar por isso serão mais medidas restritivas que irão penalizar ainda mais as condições de vida e o poder de compra dos portugueses, além do desprestígio que disto resulta e da irreparável perda de orgulho nacional que a intervenção externa no nosso país vai implicar.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Demissão de José Sócrates e do Governo do PS

Eu penso que este não é o momento para eleições em Portugal, mas compreendo de alguma forma que o PSD não apoie pela 3ª vez a manutenção do Governo. A verdade é que o Governo bem ou mal estava a tentar evitar uma ajuda externa e estas medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento vinham tentar dar confiança aos mercados no sentido de diminuir as taxas de juro da dívida pública portuguesa, de facto não estava a conseguir ganhar essa confiança estando os juros a ficarem insustentáveis de pagar a médio e longo prazo, porém todos vimos que as taxas aumentaram com a instabilidade política provocada pelo anúncio de aprovação do projecto de resolução contra o PEC que significa a rejeição do Parlamento do PEC. Vale a pena relembrar que o PEC não precisava de aprovação no Parlamento, mas como Sócrates não deu cavaco a ninguém deu a desculpa necessária a que já por altura do PEC, se criasse as condições para deixar o Governo quase sem hipóteses de governar, depois de o Governo se ter comprometido na UE tomar as medidas que hoje foram rejeitadas, de qualquer maneira o Governo poderia ter continuado e apresentar na mesma em Abril este PEC para os próximos anos mesmo não tendo a aceitação interna traduzida no Parlamento, formalmente poderia o fazer mas politicamente seria difícil de fazer. Por isso, o Governo decide-se demitir abrindo caminho a uma crise política que se junta à crise económico-financeira e social devido à vontade notória da oposição em ir para eleições, o que nesta altura é inevitável na decisão que o PR vai tomar para dissolver a AR, para o futuro essas eleições serão disputadas e o PSD não tem a eleição ganha, apesar do PS ter vida difícil, aliás para o PSD seria melhor por altura do OE irmos para eleições, mas no fundo está aberto o poder à direita após 6 anos de governo do PS e já agora à intervenção do FMI em Portugal.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Moção de censura do BE vai ser rejeitada, com abstenção de PSD e CDS

Logo quando foi anunciada esta moção de censura soube que iria ser rejeitada, pois a Direita raramente apoia moções da Esquerda, por isto o Governo mantém a confiança política do Parlamento já que está ao centro de 2 partidos de esquerda e 2 partidos de direita, contudo o BE desde o início da sua iniciativa que não estava interessado em levá-la a sério quanto mais aprová-la ou derrubar o Governo. Primeiro afirmavam que este não era o momento para apresentar moções de censura e depois passados uns dias anunciavam no Parlamento uma moção de censura ao Governo, pior no dia a seguir ao seu anúncio afirmavam que era contra também o PSD, estranho eu pensava que as moções de censura eram contra apenas os partidos que estão no Governo, tornou assim impossível a sua aprovação pelo único partido que era fundamental o seu voto a favor. O PSD só não vota contra para não dar demasiada confiança ao PS, já o CDS vai quase a reboque e também abstém-se como era expectável, com isto o dia 10 de Março será apenas o cumprir de calendário com o Governo a terminar como vencedor perante uma oposição que da parte dos proponentes mostra-se profundamente irresponsável e o resto da oposição que inviabiliza a moção está a actuar de forma aparentemente responsável, mas que só está à espera do melhor momento para ir para o poder à custa de uma crise política.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Demissão de Mubarak de Presidente do Egipto, abandona o poder que exercia há 30 anos

Este anúncio fez terminar uma longa sucessão de manifestações e pedidos de demissão ao dirigente que liderava os destinos do Egipto há 3 décadas de forma autocrática e muito pouco democrática. O desejo de todos os democratas como eu é que este país adira à democracia e aos valores da liberdade, o povo egípcio saiu à rua a aclamar isso mesmo e se a Revolução no Egipto não seguir esse rumo constituirá uma grande traição aos egípcios. Um dos poucos casos em que foi a força popular decisiva no derrube do tirano e também por isto, o Egipto é diferente dos outros países. Importa lembrar que isto aconteceu após uma situação semelhante na Tunísia, o que leva a pensar que estas mudanças de regime têm impacto regional e se se alargar a outros países como a Argélia, a Líbia, o Iémene e outros limítrofes podemos assistir à 4ª vaga de democratização.
Por último, para aqueles que acreditavam no fim do modelo da democracia liberal, aqui temos a prova do triunfo dos valores demo-liberais em mais um país, caso este país não enverede pelo extremismo religioso islâmico, mas não me parece ser essa a vontade geral do Egipto portanto a democracia venceu graças ao povo e por isso o Egipto está no caminho certo, o caminho da liberdade.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BE anuncia moção de censura ao Governo

Anúncio feito no decorrer no debate quinzenal deixa no ar a possibilidade de instabilidade política no país para o próximo mês, no dia 10 de Março veremos se o governo perde ou não a confiança política do Parlamento. Na minha opinião foi uma tentativa do Bloco de Esquerda de marcar para os próximos tempos a agenda política nacional, isto porque já se falava na comunicação social de uma moção de censura que o PCP primeiro admitiu aprovar uma da Direita e depois predispôs-se a também ele apresentar uma moção de censura, assim o Bloco ao olhar para este cenário decide avançar para uma moção de censura, a qual penso que não irá ser aprovada.
Este anúncio parece não resultar em nada porque acho que a moção vai ser rejeitada e irá resultar em prejuízo para o país que ainda está sob pressão dos mercados, não é por mudar o governo por mudar que as coisas melhoram é preciso mais do que isso, o BE não é solução para governar e faz isto apenas para marcar posição, por isto é uma atitude irresponsável que não vai resultar em nada para o país a não ser prejudicar a sua credibilidade no exterior.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Barcelona atinge o recorde de 16 vitórias consecutivas na Liga Espanhola

Vitória 3-0 Atlético Madrid com 3 de Messi (eleito o melhor jogador do Mundo de 2010). Está batido o recorde de 50 anos que pertencia ao Real Madrid de Di Stefano de 15 vitórias. Barcelona fica assim com 10 pontos de avanço (com + 1 jogo) sobre o Real Madrid de José Mourinho (eleito melhor treinador do Mundo de 2010), está portanto no rumo do tri campeonato espanhol. Disputarão a final da Taça do Rei e quiçá a final da Champions. Mas uma coisa é certa estas são as duas equipas mais fortes esta época na Europa, se o Barcelona já o era, o Real só é por ter um grande treinador, que por acaso é português e o melhor do Mundo na sua profissão.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Influência das sondagens nos resultados eleitorais no caso das Presidenciais 2011

A principal conclusão ao fazermos a comparação entre as sondagens e os resultados eleitorais é a de que, tal como Wert no seu artigo sobre sondagens apontava para as eleições presidenciais, de que as sondagens sobrestimam o candidato vencedor, bem como a sua margem de vitória, apesar de não ser muito significativa, já que Cavaco venceu à 1ª volta. Para mim, o que mudou em relação a outras eleições é que o candidato perdedor teve ainda menos do que as sondagens lhe apontavam, o que demonstra que não conseguiu, apesar do seu esforço, ter algum efeito underdog que lhe favorecesse. Contudo, se olharmos para o resultado de Nobre de 14%, quando as sondagens lhe davam 11%, talvez possamos ver aí algum efeito underdog, mas como é muito difícil provarmos que isso acontece, avanço com outros motivos para a subestimação do seu resultado, como o final de campanha que foi sempre em crescendo, tal como as sondagens finais deram esse aumento das intenções de voto, por outro lado a abstenção muito elevada que eventualmente lhe favoreceu, e por último, do ponto de vista político o mais importante, a disputa do mesmo tipo de eleitor entre ele e Alegre, que contribui para o resultado muito próximo entre os dois. Quanto ao candidato comunista, em concordância com um relatório da ERC sobre sondagens, o resultado do PCP é sempre ligeiramente subestimado. O candidato Coelho foi obviamente subestimado sobretudo devido ao resultado que obteve na Madeira e o facto de ter aparecido aos eleitores já no fim da campanha, além da abstenção que o favoreceu. Por último, as sondagens quase acertaram no resultado de Defensor Moura.

Média das sondagens pré-eleitorais para Eleições Presidenciais de 2011

Cavaco Silva - 57,76% 
Manuel Alegre - 22,22% 
Fernando Nobre - 10,64% 
Francisco Lopes - 5,82% 
José Manuel Coelho - 1,84% 
Defensor Moura - 1,74%

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Resultados eleitorais das Eleições Presidenciais de 23/1/2011

Cavaco Silva - 52,94% 2 230 104 votos 
Manuel Alegre - 19,75% 831 959 votos 
Fernando Nobre - 14,1% 593 868 votos 
Francisco Lopes - 7,14% 300 840 votos 
José Manuel Coelho - 4,5% 189 340 votos
Defensor Moura - 1,57% 66 091 votos 
Nulos - 1,93% 86 543 votos 
Brancos - 4,26% 191 159 votos

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tomada de posse de Dilma Roussef como Presidente do Brasil e Portugal como membro não-permante do Conselho de Segurança da ONU

Bem-vindos a 2011

Este ano será marcado pela entrada ou não do FMI em Portugal, da qual dependerá a situação política em Portugal, se o Governo se mantém ou não. Na UE será um ano em que poderá estar em causa o € dependendo da Espanha se consegue superar ou não a crise orçamental. Este é o ano em que Obama tem de fazer de tudo pelas suas reformas, já que para o ano irá a votos.
No plano desportivo espera-se que Portugal se qualifique para o Euro 2012 e em que o FC Porto deve voltar a ser campeão nacional podendo ter aspirações na Europa, tal como as restantes equipas portuguesas.
Na economia é um ano de possível recessão no nosso país, um ano em que os portugueses irão perder poder de compra e sofrerão uma quebra generalizada do nível médio de vida, na UE haverá um crescimento lento das economias devido aos planos de redução dos défices dos Estados-membros da Zona Euro e espera-se que os EUA possam recuperar mais rapidamente, porém serão os BRIC que, com certeza mais irão crescer.