quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Provisões vs Passivo contingente

Provisão:

Obrigações presentes como consequência de um acontecimento que cria obrigação de pagamento, com possível saída de dinheiro e com estimativa fiável da quantia a pagar. 

Fazer provisão:

Débito - 67 Provisões do período

Crédito - 29 Provisões

Pagamento:

Débito - 29 Provisões

Crédito - 12 Depósitos à ordem

Reversões:

Débito - 29 Provisões

Crédito - 763 Reversões de provisões



Passivo contingente:

Obrigações presentes como consequência de um acontecimento que cria obrigação de pagamento, com possível saída de dinheiro, mas sem estimativa fiável da quantia a pagar. 

Divulgar passivo contingente no anexo às demonstrações financeiras


terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Rácios de gestão financeira

Rentabilidade do Ativo (ROA) = Resultados Operacionais / Total do Ativo

Fundo de Maneio = Ativo corrente - Passivo corrente

Rentabilidade de Investimento Total = RLP / Investimentos (Ativo não corrente)

Autonomia financeira = Capital Próprio / Ativo

Solvabilidade total = Capital Próprio / Passivo 


Rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) : determina a sobrevivência da empresa a longo prazo e capacidade de atração de investimento, interessa sobretudo a sócios ou acionistas. 

ROE = Resultado Líquido do Período / Capital Próprio, ou seja, a % lucro / € investido 

Análise DuPont:

ROE = Rentabilidade Líquida das Vendas * Rotação do Ativo * Alavancagem Financeira

Rotação do Ativo = Vendas / Ativo

Alavancagem Financeira = Ativo / Capital Próprio

Rentabilidade Líquida das Vendas = RLP/Vendas




Demonstração de Resultados

Resultados = Rendimentos - Gastos

EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciations and Amortizations) / Resultado Operacional 

EBIT / Resultados antes de juros e impostos

Resultados antes de gastos de financiamento e impostos

Resultado Líquido do Período

Stakeholders das demonstrações financeiras

- investidores de curto prazo;

- acionistas;

- gestores;

- Instituições financeiras;

- Bolsa de valores;

- AT.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Movimento contabilístico das quotas nas ESNL

1) Direito de receber as quotas

2) Recebimento das quotas


Débito:

1) 264-Quotas

2) 11-Caixa / 12-Depósitos à ordem


Crédito:

1) 722-Quotizações e joias

2) 264-Quotas

Reconhecimento do rédito

Método do lucro nulo - quando o desfecho da venda de bens e serviços não possa ser estimado com fiabilidade, o rédito só deve ser reconhecido na medida em que sejam recuperáveis os gastos reconhecidos.

Prestações de serviços são também consideradas as quotizações próprias de cada setor.


Mensuração: deve ser mensurado pelo justo valor da quantia recebida ou com direito a receber, acordada entre as partes (vendedor e comprador), contabilizando os descontos comerciais


sábado, 7 de janeiro de 2023

Erros contabilísticos

Materialmente relevantes:

Débito

56-Resultados transitados

Crédito

12-Depósitos à ordem

Pode também passar por contas de passagem como a 278-Outros devedores e credores, por ex.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Balanço

É uma fotografia de uma empresa num determinado momento.

Ativo = Passivo + Capital Próprio

Capital Próprio / Património Líquido / Situação Líquida = Ativo - Passivo 

Passivo = Ativo - Capital Próprio

Passivo = Capital Alheio

Capital Investido = Capital Próprio + Passivo não corrente

Capital Próprio (Classe 5) é o valor contabilístico da empresa. Para aqui é transferido o resultado líquido do período para a conta de 56-Resultados transitados.

Ativo ou Passivo corrente ou circulante - até 1 ano

Ativo ou Passivo não corrente > 1 ano

Passivo não corrente (empréstimos bancários)




Fontes de informação financeira

- Balanço (ótica financeira) - situação patrimonial

- Demonstração de Resultados (ótica económica) - performance 

- Demonstração de cash-flow (ótica de tesouraria) 

Opções de financiamento das empresas

- Capital Próprio

- Capital alheio: recursos financeiros colocados à disposição da empresa por terceiros, sócios ou credores em geral, com a obrigação de devolver o capital em dívida.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Movimento contabilístico de Doações

Atum

1) Entrada em armazém segundo o SIP

2) Doação de latas de atum a ESNL

3) Distribuição das mercadorias aos beneficiários


Débito

1) 32-Mercadorias

2) 382-Regularização de inventários de mercadorias

3) 611-Custo dos inventários vendidos de mercadorias


Crédito

1) 382-Regularização de inventários de mercadorias

2) 753-Doações e heranças

3) 32-Mercadorias


Fórmulas de custeio dos Inventários

FIFO - Primeiro a entrar é o primeiro a sair

CMP - Custo Médio Ponderado

Inventários

a) ativos detidos para venda no decurso ordinário da atividade empresarial

b) ativos no processo de produção para vender

Exemplos: Mercadorias, Matérias-primas, Consumíveis de produção, Materiais, trabalhos em curso e Produtos acabados. 


Reconhecimento:

- preço de compra;

- direitos de importação e outros impostos não dedutíveis;

- custos de transporte, manuseamento e outros custos diretamente atribuíveis à aquisição de materiais, bens e serviços;

- descontos e abatimentos em compras:

Conversão de matérias-primas em produtos acabados:

- MOD;

- GGF.


Mensurabilidade pelo custo ou valor realizável líquido (valor de mercado), dos dois o mais baixo.

Caso das ESNL podem deter inventários para o desenvolvimento das suas atividades que não estão relacionados com a capacidade da entidade gerar cash-flow. Por exemplo, quando distribuí mercadorias sem contrapartida. Os contributos para o desenvolvimento das suas atividades ou serviços potenciais dos inventários devem ser refletidos através do valor que a entidade teria de pagar para comprar inventários semelhantes. A mensuração é feita pelo custo histórico ou custo corrente, dos dois o mais baixo.



sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Possibilidade de queda do Governo por reprovação do OE22

Existe a possibilidade real da reprovação do OE22 provocar a queda do Governo e a marcação de Eleições Legislativas antecipadas, através da demissão do PM ou dissolução da AR pelo PR, isto acontece porque o PCP e o BE admitem votar contra a proposta do Governo, o Bloco já tinha votado contra o último Orçamento, a diferença relativamente ao ano passado é a alteração de sentido de voto dos 12 deputados comunistas, que poderão fazer toda a diferença para a rejeição do documento no Parlamento. Caso se concretize a votação, o executivo pode considerar não ter condições políticas para continuar, já que não tem Orçamento e vê-se obrigado a governar em duodécimos, isto é dividir em 12 partes, correspondentes a cada mês do ano, com o Orçamento do ano anterior. Além disso, obviamente se pode questionar se o Governo mantém a confiança política do Parlamento, já que depende dele e é responsável perante ele. Por outro lado, o Presidente pode dissolver a AR, tendo em conta o irregular funcionamento das instituições democráticas, tal como previsto na CRP, uma coisa ou outra tem como consequência a queda do Governo, a dissolução implica o fim prematuro da XIV Legislatura e do XXII Governo Constitucional, a demissão do PM pode ainda proporcionar a formação de um novo Governo sem ir a eleições, mas este terá de ter apoio parlamentar maioritário, como qualquer outro, nesse caso o PR teria de nomear um novo PM, que depois iria formar um Governo onde teria de conseguir o devido suporte parlamentar, algo que não se antevê como provável. Portanto, à partida haverá uma relação direta entre a rejeição do OE e a queda do Governo.

O atual Governo foi formado em 2019, na sequência das Legislativas desse ano, que manteve o PS no poder, onde já está desde 2015, quando foi formada a chamada geringonça, termo popularizado por Pulido Valente para descrever o entendimento do PS, BE e PCP através de posições políticas conjuntas, numa espécie de acordo de incidência parlamentar, para governar o país com o horizonte da legislatura, o acordo foi cumprido e como consequência também a XIII Legislatura, tal como os 4 orçamentos correspondentes. Após o último ato eleitoral para a AR, não foi renovado o compromisso político, o que não impediu a aprovação dos 2 últimos orçamentos, apesar de nesta legislatura bastar as abstenções desses partidos para aprovação do documento, ao contrário da anterior onde eram necessários votos favoráveis, o que tem que ver com a alteração da aritmética parlamentar, ainda mais favorável à esquerda do que no período entre 2015-19. A mudança no sentido de voto é mais evidente no BE, que passou de um voto a favor ao OE19 do Governo do PS, para a abstenção no ano seguinte e para voto contra em 2021, com apenas 2 anos de intervalo. O PCP também deixou de votar a favor, mas manteve a abstenção no último orçamento, permitindo a sua viabilização, na altura esse voto foi decisivo e agora a dinâmica é a mesma, o OE depende destes votos para a sua aprovação, ou então do regresso do BE ao suporte maioritário parlamentar que o executivo precisa para se manter em funções. 

Tal como está votamos contra dizem BE e PCP, o que conforme exposto implica a reprovação do OE22, originando uma crise política com a implosão do Governo e antecipação das Legislativas, é o que diz Marcelo e parece o cenário mais provável, caso OE seja reprovado. A questão que se coloca é se o Governo conseguirá chegar a acordo, sobretudo com o PCP, para sobreviver politicamente a este impasse, o suspense está no ar como já não se via a algum tempo, nunca um Orçamento foi rejeitado em Portugal e portanto ainda não aconteceu um Governo ir abaixo por esse motivo, dizem que há uma primeira vez para tudo, será ou não? Whatever will be, will be, que sera, que sera? Will see. Falta falar do PAN, os 3 deputados poderão fazer alguma diferença juntamente com o PEV e as 2 deputadas não inscritas, mais os 108 socialistas perfaz um total de 115, exatamente metade do nº deputados o que daria um empate, mas não vamos complicar, os deputados do PEV não irão votar contra a vontade do PCP, apenas reparo que o PAN, tal como BE e PCP pretendem votar contra, quando no passado votaram a favor durante uma legislatura inteira e na primeira metade desta abstiveram-se. Todos sabemos das divergências estruturais existentes entre estes partidos, relativamente à sua visão do Mundo e da vida, ou seja, na sua ideologia, sobre questões de política externa europeia e não só, mas também sobre política interna, conjunturalmente entenderam-se há 6 anos para governar naquele momento histórico, com o objetivo de impedir PSD/CDS continuar no Governo, os orçamentos foram sendo aprovados e a geringonça foi funcionando assim, mas será que o modelo está esgotado ou ainda há margem de negociação para ambas as partes, para manter o Governo do PS no poder. António Costa terá habilidade para ultrapassar as divergências também conjunturais para garantir mais 1 ano nesta legislatura, podemos fazer muitos cenários, não excluamos a possibilidade de ficar tudo tal como está, OE aprovado e o Governo continuar em funções.

Composição parlamentar:

PS 108

PSD 79

BE 19

PCP 12 (PEV 2)

CDS 5

PAN 3

Chega 1

IL 1

Não inscritas 2 (deputada Joacine que pertencia ao Livre e Cristina Rodrigues ao PAN)

* PS precisa de 8 abstenções para aprovação das leis


segunda-feira, 6 de abril de 2020

Declaração de Estado de Emergência


Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas, como na música de Sérgio Godinho, o dia seguinte à declaração de Estado de Emergência feita pelo Presidente da República / Chefe de Estado Marcelo Rebelo de Sousa, acordada com o Governo e aprovada pelo Parlamento com consenso político bastante alargado, sem qualquer voto contra à proposta presidencial.
Esta é uma decisão histórica e inédita na nossa democracia, só comparável ao Estado de Sítio declarado a 25 de Novembro de 1975, quando estávamos a poucos passos de acontecer uma Guerra Civil fraticida. Por isso, vivemos um tempo absolutamente anormal, excepcional, extraordinário, ninguém se lembra de uma situação destas, com tantas restrições à liberdade de circulação de pessoas, a pandemia do Coronavírus ou Covid-19 declarada pela Organização Mundial de Saúde, pertencente à Organização das Nações Unidas, obriga-nos a uma quase quarentena nacional para evitar ficarmos todos infectados pelo vírus. Os impactos na nossa vida quotidiana afectam todas as áreas da sociedade e da economia, ainda falta perceber sobretudo quando poderemos voltar à normalidade e nos livrarmos deste autêntico pesadelo.
Ninguém que seja democrata e liberal gosta de restringir direitos, liberdades e garantias fundamentais dos indivíduos, do ser-humano, mesmo que seja algo temporário e transitório, para quem gosta das liberdades não pode aceitar de ânimo leve esta decisão, obviamente que respeito as tomadas de posição dos nossos órgãos de soberania democraticamente eleitos, confesso que ainda não estou totalmente convencido da necessidade desta medida, no entanto, não escondo que se pudesse votar a proposta, votaria favoravelmente por confiar no discernimento do Presidente. Eu acho que daqui a 15 dias, esta declaração vai ser renovada, provavelmente mais do que 1 vez, ninguém consegue prever quando esta crise vai acabar, há mesmo o risco de depois de terminar o surto, posteriormente haver um segundo surto, as autoridades prevêem o pico do vírus para final de Maio, mas como qualquer previsão estatística, económica, astrológica ou meteorológica corre sempre o risco de falhar. Apesar disto tudo, a economia não pode parar, a nossa vida pessoal, social pode parar, mas a nossa vida profissional não pode parar, tem de ser encontrado um equilíbrio entre a protecção de vidas humanas e o funcionamento dos sectores mais essenciais da economia, fundamentais à sobrevivência humana, alguns sectores terão infelizmente de paralisar a sua actividade, o turismo, a diversão nocturna, as escolas, os centros comerciais, etc. Esta é uma crise sanitária sem precedentes que vai deixar marcas na perda de vidas humanas, na quebra abrupta da actividade económica, na falência de empresas, na perda de empregos, na diminuição do rendimento disponível das famílias, no desgaste até ao limite do nosso Serviço Nacional de Saúde, no aumento da nossa enorme dívida pública, podemos esquecer o superavit ou excedente orçamental, inevitavelmente vai obrigar o Governo, a apresentar uma proposta de Lei de Orçamento de Geral do Estado Rectificativo de 2020 à Assembleia da República. Há quem compare esta situação a uma Guerra, não vou tão longe, no caso de um conflito armado, nem em casa estaríamos seguros e a destruição seria sem dúvida mais devastadora. Nestes momentos críticos é necessário o contributo de toda a gente, ao povo compete colaborar com as autoridades, ao Presidente compete liderar, ao Governo compete gerir os problemas, tomar as medidas necessárias para conter o contágio e combater os efeitos nefastos do vírus, agora com poderes reforçados tem todo o enquadramento legal para fazer o que for preciso, não há desculpas, ao Parlamento compete aprovar as leis para combater a pandemia, aos empresários compete gerir as empresas para evitar falências, aos trabalhadores compete continuar a trabalhar na medida do possível, aos profissionais de saúde compete a tarefa mais difícil tratar dos seus doentes, às forças de segurança, também agora com poderes reforçados, compete fazer cumprir as regras deste Estado de Emergência, a todos compete ter a coragem para enfrentar os desafios que se avizinham.        
Por outro lado, nem tudo é mau, parece que também há efeitos positivos desta situação, por exemplo, com a queda da procura global de petróleo temos assistido a descidas históricas do preço dos combustíveis, o tele-trabalho que se generalizou nos últimos tempos deve fazer repensar o modo de divisão do trabalho, de modo a que as pessoas possam dedicar mais tempo a actividades pessoais, essa é outra consequência positiva deste fenómeno, as pessoas terem mais tempo livre para passar com os seus. No entanto, o aspecto mais positivo disto tudo é o efeito positivo que está a ter para o ambiente, com o menor consumo de combustíveis fósseis diminui significativamente as emissões de carbono de CO2 para o buraco do ozono, mais parece que se salvam 2 vezes mais vidas com a menor poluição ambiental do que aquelas que se irão perder com o Covid-19, o que deve fazer-nos reflectir seriamente sobre a sustentabilidade do nosso estilo de vida no Mundo ocidental e como estamos a destruir o planeta em que vivemos, esse sim é o maior desafio que se coloca à humanidade neste século.
Nada é neutro, tudo é ideológico, há sempre quem torne qualquer assunto numa questão de ideologia, que a culpa é sempre do capitalismo, da globalização ou do neoliberalismo, como fosse mau, as pessoas poderem viajar pelo Mundo e poderem usufruir de uma vida com mais conforto, que o Estado é sempre a tábua de salvação da população. Quem pensa assim, esquece-se que o vírus foi iniciado num país comunista que claramente não conseguiu conter nas suas fronteiras os contágios, houve quem ficasse muito ofendido por alguém ter chamado o vírus chinês, como se tivesse começado noutro lado, alguém acredita que a Coreia do Norte não tem casos de infecção, só se for por não poderem sair de lá, eles estão sempre em quarentena, isolados do resto do Mundo, isso é que é bom para alguns. Enquanto uns aproveitam-se desta crise para justificar o aumento do peso do Estado na economia e na sociedade, outros aproveitam para justificar a criação de um Estado securitário com menos liberdades, ambos ao fim e ao cabo pretendem o mesmo, mais Estado e menos liberdade. Para aqueles que são de extrema-esquerda olhem para o que aconteceu na China e para o desastre chamado Venezuela, para aqueles que são populistas de extrema-direita olhem para Itália, com um Governo daqueles não se podia esperar outra coisa, não é à toa que a Itália é o país mais afectado. Ainda há outros que vêm com a teoria económica keynesiana de meia tigela, como se a solução fosse sempre os Estados gastarem mais dinheiro, em Portugal o investimento público só tem servido para haver mais despesa, mais défice, mais importações, mais dívida, esta crise só demonstra mais 1 vez, a incapacidade do Estado em cumprir a sua função. Estes querem um novo Plano Marshall para a Europa, como se tivéssemos na mesma situação do pós Segunda Grande Guerra Mundial ou Segunda Guerra Civil europeia, termo incorrecto porque em ambas as guerras houve conflitos armados fora da Europa, como se os Estados Unidos da América tivessem disponibilidade para esbanjar dinheiro, muito menos com o actual Presidente da República / Chefe de Estado, como se a União Europeia e os seus Estados-membros tivessem condições financeiras para se endividarem ainda mais, bem foi mais um disparate saído da boca de Pedro Sanchez. Por último, porque será que os países do Norte e Centro da Europa têm sofrido menos com a pandemia, a Alemanha tem uma taxa de mortalidade de 0,2%, e os países latinos do Sul da Europa são mais afectados, tal como na crise financeira de 2008, porque será? Ainda há quem pense que eles é que estão errados e nós estamos certos, é como andar em contramão na autoestrada e achar que os outros estão todos loucos, devíamos era aprender com eles, crescem mais, têm menos taxa de desemprego, menos défice, alguns até com superavit, menos dívida, melhores serviços públicos, menos carga fiscal, etc. nós é que estamos bem, sem dúvida nenhuma.
Como a democracia não está suspensa, apenas limitada a liberdade de circulação por motivos óbvios, mas se houvesse eleições agora teriam de ser adiadas como aconteceu em França, vivemos em alguns aspectos como numa “ditadura”. Contudo, a liberdade de expressão mantém-se, na minha opinião as medidas do Governo são tardias e insuficientes, nomeadamente para os mais fracos da sociedade e sobretudo para as empresas. Não ouvi ainda medidas para os sem-abrigo nem para as pessoas com necessidades especiais, também não ouvi nada para as Instituições Particulares de Solidariedade Social, para as empresas ao nível fiscal, não existem medidas de redução de impostos, não podem recorrer às linhas de crédito empresas que despeçam trabalhadores, aquelas que querem sobreviver ao caos e precisem de despedir parte dos funcionários, precisam urgentemente de apoios para salvar os restantes postos de trabalho, deixando morrer as empresas, aí não se salva nenhum emprego, para o SNS, o qual mereceu a atenção total do Primeiro-Ministro / Chefe de Governo António Costa na mensagem de Natal, onde está o investimento necessário neste momento para dar condições aos médicos para salvar vidas. Não gabo a tarefa ao Governo, sei que é muito difícil governar nestas condições, é altura para estadistas, é preciso sangue, suor e lágrimas, acho que o Governo não está à altura das dificuldades do momento presente e futuro. Vivemos num período excepcional, isto é, as políticas adoptadas nesta fase terão posteriormente de ser revertidas, agora não vale a pena pensar nisso, mas quando voltarmos à normalidade e verificarmos o dinheiro que o Estado vai ter de gastar, sem mentir ao povo português, serão necessárias medidas de austeridade, volto a sublinhar não agora nem nos próximos meses, porém já se sabe quem paga é os contribuintes, ou com o aumento de impostos ou com a perda de subsídios públicos, mais tarde ou mais cedo isto inevitavelmente vai acontecer, o que é cruel para um país que se estava a livrar desses problemas, toda a gente sabe o significado da palavra crise, mais desemprego, menos rendimentos, o contrário não se chamava crise, crises com aumento de salários e reformas todos queríamos isso, contudo quando há crise não é assim, é a crise que obriga a austeridade, não é a austeridade que cria a crise. Por fim, o que não nos mata torna-nos mais fortes como dizia Nietzsche, tal como na última crise sairemos dela mais fortes, com melhorias evidentes na situação do país em todas as áreas da sociedade e da economia, ninguém duvide que mais 1 vez superaremos as dificuldades e iremos celebrar como em 2014, quando terminámos o resgate financeiro, as crises são sempre oportunidades de mudar para melhor.
Visto doutra perspectiva, quando a austeridade voltar e o Governo tiver de tomar essas medidas pode acontecer uma crise política, que nunca ajuda à crise económica e social, mas eu não estou a ver o Bloco de Esquerda e/ou o Partido Comunista Português a viabilizar essas políticas, nessa altura Rui Rio estará entre a espada e a parede, se ajudar o Governo será criticado, se for também responsável pela queda do Governo será igualmente criticado por isso, será preso por ter cão e por não ter, correndo o risco de se existir Eleições Legislativas para o Parlamento antecipadas, o Partido Socialista voltar a ganhar e depois ter de arranjar forma de sustentar o executivo, já que o nosso sistema eleitoral não favorece maiorias absolutas.
Quanto à UE, nesta altura tem de ajudar os Estados a ultrapassar este momento, o melhor possível. Eu sou favorável à criação de Eurobonds ou Coronabonds, de forma transitória e provisória, não de forma definitiva e permanente, agora faz sentido porque todos os países estão com o mesmo problema, outra coisa é uns países pagarem dívidas de outros. Acho mesmo, que devem ser suspensas as regras do Tratado Orçamental durante alguns anos, todos vão ter défices excessivos, portanto não faz sentido exigir o cumprimento dessas regras, contudo depois de ultrapassada a crise, devemos voltar a reduzir os défices e as dívidas públicas. Não é preciso nenhum Plano Marshall, o que precisamos que a UE faça é contribuir para as empresas recuperarem rapidamente. A economia europeia vai entrar numa recessão histórica, mas depois da tempestade vem sempre a bonança, também será inevitável que depois as economias voltem a crescer, claro que não vai ser recuperada a perda de riqueza de um ano para o outro, porém iremos progressivamente lá chegar.   
Finalmente, a maior fonte de esperança está na nossa História, a nossa maior riqueza, toda a História de Portugal é a história do impossível que se tornou na realidade ao nosso alcance. O povo português e a Nação portuguesa não se confundem com outros povos e Nações, não somos melhores nem piores do que os outros, mas somos diferentes. A nossa identidade nacional que sentimos ao olharmos para o nosso passado, naquilo que comemos, não há melhor gastronomia do que a nossa, na nossa cultura, nos portugueses que se destacam por esse Mundo fora em quase todas as profissões, pelas descobertas de toda a América, numa parte de África, da Ásia e da Oceânia, haverão sempre velhos do Restelo que dizem ser sempre impossível, haverão outros que se levantam para mostrar que é possível.
Já no tempo do Império Romano, ao mais longo Império da História no tempo e no espaço, os lusitanos que habitavam na Península Ibérica nas terras de Viriato, foram uns dos povos bárbaros que mais conseguiram resistir, alguém do poderoso Império dizia, se lhes tiramos tudo como é que eles continuam a lutar, alguém terá respondido é um povo orgulhoso, tinha razão. Na altura do Condado Portucalense, alguém pensou ser possível sair dali uma Nação com pelo menos quase 9 séculos de existência, alguém imaginou que o francês Rei Dom Afonso Henriques até iria combater contra a própria Mãe para conquistar a independência de Portugal, ninguém previa que ele derrotasse os castelhanos na Batalha de São Mamede e depois os Mouros na Batalha de Ourique, que culminou no reconhecimento de Castela e depois pelo Papa da independência do novo reino. Mais tarde, alguém pensou ser possível expulsarmos os Mouros do nosso território e definirmos as nossas fronteiras até à actualidade. Durante a primeira crise dinástica, quando mais 1 vez os castelhanos nos atacaram, como um exército com 6 vezes menos homens conseguiria vencer a Batalha de Aljubarrota, novamente provámos que o povo português não é fácil de derrotar, com ajuda dos ingleses voltámos a conseguir o impensável. Quando Infante Dom Henrique delineou o plano para os descobrimentos, ninguém se atreveu a imaginar que iríamos expandir o nosso território e criar o primeiro Império Colonial da História da Humanidade, os velhos do Restelo não poderiam ter falhado mais nas suas previsões. Depois de Dom Sebastião ter aberto a porta, a que os castelhanos conseguissem aquilo que sempre desejaram anexar o nosso território, como fizeram na Catalunha, felizmente não durou muito tempo, alguns com certeza pensaram na inevitabilidade de termos perdido a nossa independência, mas novamente atirámos com eles pela janela fora e voltámos ao que éramos, foram os piores anos da nossa História, os castelhanos em pouco tempo conseguiram que perdêssemos uma parte significativa do nosso Império. Já no início do século XIX, o Imperador Napoleão Bonaparte achou serem favas contadas, chegar aqui e posteriormente dividir o nosso país com Castela, contudo o povo português foi dos poucos que resistiu aos avanços napoleónicos, outra vez com ajuda inglesa conseguimos vencer 3 Invasões Francesas, também muita gente achou ser impossível. Na nossa grandiosa História houve sempre os velhos do Restelo, os absolutistas liderados por Dom Miguel fizeram de tudo para impedir que os liberais conseguissem que os seus ideais fizessem progredir o país, para o regime mais democrático que tivemos até ao 25 de Abril de 1974, também não conseguiram triunfar, olha que pena. Para mim, a última grande conquista portuguesa foi precisamente a Revolução dos Cravos, a liberdade e a democracia finalmente chegaram, tarde e más horas, quando aqueles que quiseram dar um rumo diferente ao país foram vencidos a 25 de Novembro de 1975. Pelo meio fomos o primeiro país do Mundo a abolir a pena de morte, grande motivo de orgulho para todos nós, em democracia ultrapassámos 3 crises financeiras com resgates internacionais. Na última crise, quase toda a gente dizia que era preciso mais tempo, mais dinheiro, haveria uma espiral recessiva, o desemprego não paria de aumentar, nunca conseguiríamos reduzir o défice, etc. Enfim, os velhos do Restelo novamente a agoirar, como se o Mundo acabasse sempre amanhã, nem foi preciso nem mais tempo nem mais dinheiro (até não foi preciso o dinheiro todo do empréstimo, já que a última prestação foi rejeitada), nem segundo programa de austeridade nem sequer programa cautelar, o défice atingiu níveis históricos e quase desapareceu, a economia cresceu como há muito não se via, o desemprego desceu para níveis históricos, as exportações, o turismo atingiram recordes, quase um país novo surgiu depois da crise, melhor e mais forte do que antes, mais ainda, passado 1 ano já estávamos a pagar antecipadamente ao Fundo Monetário Internacional, para os arautos da desgraça como sempre enganaram-se. Vários foram os episódios verdadeiramente memoráveis do nosso passado colectivo, apesar de todos os erros, conseguimos sempre fazer o fundamental, preservar a independência, alcançámos feitos notáveis, superámos todas as crises saindo sempre mais fortes, a nossa rica História provou sistematicamente que era possível o impossível, desta vez vamos vencer e daqui a uns tempos estaremos a rir deste período, vencemos sempre as dificuldades, desta vez não vai ser diferente.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Cenários Possíveis para as Eleições Legislativas


         Previsão: 
  1. Partido Socialista vai ganhar as eleições
  2. PS vai ganhar sem maioria absoluta
  3. PPD/Partido Social-Democrata irá ter uma derrota pesada, arriscando-se mesmo a ter o pior resultado de sempre, o que vai obrigar à demissão do Presidente da Comissão Política Nacional Rui Rio
  4. Bloco de Esquerda terá um resultado semelhante ao 2015, talvez um pouco mais, podendo ter deputados suficientes para desafiar o PS, a um Governo de coligação de esquerda formado pelos 2 partidos, sem a companhia do Partido Comunista Português
  5. PCP antevê-se uma perda eleitoral, tal como nas últimas eleições, sendo o único partido prejudicado eleitoralmente por apoiar no Parlamento o Governo do PS, das duas uma, ou sai da equação da maioria parlamentar, que continuará a ser de esquerda, ou então poderá ser a chave da solução de viabilização do Governo de António Costa na próxima legislatura.
  6. CDS-Partido Popular também sairá derrotado, ao ponto de colocar em causa a liderança de Maria Assunção Cristas, a direita ou centro-direita ficará ainda mais minoritário no Parlamento. A fragmentação deste eleitorado é uma das causas do insucesso eleitoral, não será fácil nos próximos tempos regressarem ao poder.
  7. Pessoas Animais e Natureza vão passar a ter um grupo parlamentar, consolidando como novo partido parlamentar português, quem sabe com uma palavra a dizer na solução política de viabilização do novo Governo.
  8. Outro partidos, apenas o Aliança tem hipóteses de eleger deputados, quem sabe também poder influenciar a futura governação, tudo depende de quantos deputados fica o PS da maioria absoluta.
  9. Em síntese, a grande questão será, como e sobretudo com quem, o PS vai conseguir governar na próxima legislatura. Se em coligação com o BE, com o apoio parlamentar do PCP, ou do BE, ou de ambos, ou com o PAN, ou outra solução inventada por António Costa, com o objetivo de ser o Primeiro-Ministro socialista com mais tempo no poder. O PS ainda não conseguiu estar mais de 6 anos consecutivos no Governo, assim foi com António Guterres e José Sócrates, ao fim do sexto ano, a meio da 2ª legislatura acabaram por demitir-se entregando o poder à direita e deixando sempre o país em maus lençóis. 

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Composição do Parlamento Europeu


  1. Partido Popular Europeu                                                          179 mandatos
  2. Aliança Progressista de Socialistas e Democratas Europeus 153 mandatos
  3. Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa                     105 mandatos
  4. Os Verdes/Aliança Livre Europeia                                             69 mandatos
  5. Reformistas e Conservadores Europeus                                   63 mandatos
  6. Europa de Nações e Liberdade                                                 58 mandatos
  7. Esquerda Unida Europeia - Esquerda Nórdica Verde               38 mandatos
  8. Outros                                                                                        24 mandatos
  9. Não-Inscritos                                                                               8 mandatos 

          Abstenção: 51%

  1. PPE vence as eleições pela Europa mais uma vez, mas desta feita pode não conseguir eleger o Presidente da Comissão Europeia. António Costa parece querer exportar o que fez cá em 2015, já não basta ganhar, é preciso uma maioria parlamentar para formar neste caso a Comissão, veremos se os Socialistas Europeus conseguem fazer uma espécie de "gerigonça à europeia".
  2. Socialistas e Democratas Europeus perderam representação parlamentar, tal como o PPE, pela primeira vez os dois juntos não têm maioria no Parlamento Europeu, um problema que pode ser uma oportunidade, para os socialistas conseguirem colocar Frans Timmermans na liderança da Comissão.
  3. ALDE subiram significativamente a sua representação, sobretudo devido à inclusão nesta família política dos eurodeputados eleitos pelo partido do Presidente de França Emmanuel Macron, estes deputados poderão ser decisivos para a formação das maiorias necessárias no Parlamento na próxima legislatura.
  4. Os Verdes foram uma surpresa na noite eleitoral, foram segundos na Alemanha e terceiros em França. o movimento social de jovens em prol do meio ambiente, parece ter tido alguma repercussão nas urnas, também aqui podem ser determinantes para a formação de maiorias no Parlamento Europeu.
  5. Os partidos pró-europeus parecem estar em maioria, apesar dos partidos do centro terem perdido pela primeira vez a maioria, com os liberais e ecologistas podem aliar-se para impedir os que são contra a existência da própria da UE tentarem implodir por dentro as instituições comunitárias.
  6. Apesar disto, a extrema-direita subiu um pouco pela Europa, continuando a ser uma ameaça ao projeto europeu, não o suficiente para formar uma minoria de bloqueio, mesmo assim não deixa de ser preocupante os seus resultados. Ao invés, a extrema-esquerda praticamente mantém a sua representação.
  7. Por fim, a abstenção também na Europa muito elevada, mais de metade dos europeu não foram às urnas, não tanto como em Portugal, não deixa de ser também uma ameaça à solidez das instituições europeias, que assim perdem naturalmente alguma da sua legitimidade política.  

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Análise aos resultados eleitorais das Europeias



  1. Partido Socialista vence as eleições, com margem de vitória alargada, mas sem um grande resultado, obteve apenas 1/3 dos votos dos pouco mais de 30% que foram às urnas, beneficiaram do péssimo resultado do PPD/PSD, antevendo-se vitória nas Legislativas, no entanto longe da maioria absoluta
  2. Partido Social-Democrata teve o pior resultado de sempre, prevendo-se também derrota pesada nas próximas eleições em Outubro, só a proximidade do ato eleitoral seguinte é que permite manter o líder pelo menos até lá, muito longe está de poder pensar em vencer
  3. Bloco de Esquerda teve um bom resultado, ganhou 1 eurodeputado, reafirma-se como 3ª força política, contudo já vimos ter melhores resultados, na ordem dos 2 dígitos, ficou lá perto, mas tiveram menos do que nas últimas Legislativas de 2015, se assim o desejarem podem ir para o Governo em coligação com o PS, se estes quiserem o mesmo.
  4. Partido Comunista Português tiveram um mau resultado perderam 1 eurodeputado, confirma a queda sentida noutras eleições, Presidenciais e Autárquicas, na minha opinião é o único partido prejudicado pela atual solução política de Governo, por apoiar no Parlamento o Governo do PS e pode tornar-se descartável na próxima legislatura ou não, poderá continuar a viabilizar o Governo de António Costa, veremos.
  5. Centro Democrático e Social também saíram derrotados, apenas conseguiram eleger o cabeça-de-lista Nuno Melo, fica atrás dos partidos de extrema-esquerda, não se confirmou a ultrapassagem do PAN, contudo tiveram um resultado fraco, claramente não se vislumbra alteração de maioria parlamentar nos próximos tempos.
  6. Pessoas Animais e Natureza, para mim os grande vencedores da noite eleitoral, fizeram história ao eleger pela 1ª vez terão representação no Parlamento Europeu, afirma-se cada vez mais como o 6º partido em Portugal, provavelmente nas próximas eleições também irão crescer, vão passar a ter grupo parlamentar e quem sabe uma palavra a dizer na formação do próximo Governo.
  7. Outros partidos, como disse o próprio líder do partido Aliança Pedro Santana Lopes, foram os primeiros da "Liga de Honra" ou "2ª Liga" ou primeiros dos últimos, talvez consigam eleger deputados nas Legislativas, tinham um bom candidato, mas ficou longe de uma potativa eleição. Rui Tavares (Livre), André Ventura (Basta), Paulo Morais (NC) António Marinho e Pinto (PDR) apesar de serem nomes mediáticos, também tiveram pouca expressão nas urnas, até Marinho e Pinto que era eurodeputado e há 5 anos tinha sido a surpresa da noite. Nestes pequenos partidos só vejo algum futuro no Aliança, para se estabelecer na política nacional devido ao mediatismo do seu líder e fundador. Nestas eleições, os pequenos partidos surgiram até com alguns candidatos de valor, mas todos ficaram bem longe de uma possível eleição, o voto de protesto tem ido mais para o PAN, conseguindo agregar alguns descontentes com o nosso sistema político democrático.
  8. A abstenção recorde na ordem dos 70%, costuma votarem apenas 1/3 do eleitorado em Europeias, desta vez nem isso. O partido mais votado, que teve cerca de 1/3 dos votos, em suma teve apenas cerca de 10% dos eleitores e foi o partido mais votado, por maioria de razão os outros tiveram menos do que isso. Se por um lado compreende-se o desinteresse nestas eleições, já que apenas elegemos 21 dos 751 eurodeputados para o Parlamento Europeu, que nem sequer é o órgão mais importante da União Europeia, que é claramente o Conselho Europeu, onde estão representados os Estados-membros, através dos seus governos. Por outro lado, sabendo que cerca de 80% senão mais, da legislação é emanada da UE, com meras transposições para o direito interno das diretivas comunitárias. Em síntese, compreende-se o alheamento face a estas eleições, no entanto os portugueses e os europeus em geral, ainda não perceberam a relevância do processo de integração europeia tem para as decisões políticas nacionais que afetam o seu quotidiano.  

Resultados eleitorais das Eleições Europeias de 2019


  1.  PS                              33,4%          9 eurodeputados
  2.  PPD / PSD                 21,9%          6 eurodeputados         
  3.  BE                                9,8%          2 eurodeputados
  4.  CDU (PCP / PEV)        6,9%          2 eurodeputados
  5.  CDS/PP                       6,2%          1 eurodeputado
  6.  PAN                             5,1%          1 eurodeputado
  7.  Aliança                        1,9% 
  8.  Livre                            1,8%
  9.  Basta                           1,5%
  10.  Nós, Cidadãos            1,1%
  11.  Iniciativa Liberal          0,9%
  12.  PCTP/MRPP               0,8%
  13.  PNR                            0,5%
  14.  PDR                            0,5%
  15.  PURP                          0,4%
  16.  PTP                             0,3%
  17.  MAS                            0,2%            

          Nulos                           2,7%           
          Brancos                       4,3%
          Abstenção                  69,3%  

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Neoliberalismo

Em primeiro lugar, faço uma declaração de interesses, eu assumo-me publicamente como liberal ou neoliberal, defensor acérrimo do capitalismo e da economia de mercado, portanto politicamente situo-me à direita ou centro-direita do espectro partidário. Venho por este meio, fazer a defesa da minha ideologia política do modelo económico e social capitalista, bem como da democracia liberal de tipo ocidental, logicamente convicto de que é o melhor para a sociedade e para a economia portuguesa e global. Não escondo os aspetos negativos deste modelo, reconheço as suas falhas, algumas até grosseiras, mas o que conta é que no fim do dia, considero ser o tipo de sociedade em que um conjunto mais alargado da população não só tem acesso aos bens essenciais de sobrevivência, como também a algum conforto e bem-estar material.
Em segundo lugar, em democracia qualquer ideologia tem direito a ser defendida por quem quer que seja, inclusive ideologias antidemocráticas, em Portugal parece que ser de direita por vezes quase se confunde com ser criminoso, então liberais ou neoliberais nem se fala, toda a gente afirma que os portugueses nunca foram adeptos dos ideais liberais, quase que não pode haver espaço para haver liberais, parece que é uma raça em vias de extinção, que precisa de zonas protegidas para que a espécie não se extinga. As críticas chegam ao ponto de alguns nos chamarem de fascistas ou nazis, eu posso dizer que sou antifascista, mas também anti-comunista primário, sou contra todo o tipo de ditaduras sejam de direita ou de esquerda, prefiro um governo de esquerda eleito do que um governo de direita em ditadura, nem extrema-direita nem extrema-esquerda, nem oito nem oitenta. Para os liberais, a liberdade individual é tudo, o ómega de todas nossas crenças políticas, sem isso nada feito, a natureza humana existe para ser livre, não para ficar presa por ditadores, essa expressão da liberdade deve ser demonstrada permanentemente na participação política, na economia, na sociedade, na cultura, etc. fundamentalmente acreditamos que só com liberdade exercida em toda a sua plenitude, podemos deixar a nossa marca de vida no Mundo. A liberdade que está intimamente ligada com a privacidade, o respeito por tudo aquilo que é privado, a propriedade privada e a iniciativa privada são o cimento de qualquer sociedade ou economia desenvolvida, muitas vezes também serve como elevador social, basicamente esta ideologia assenta na premissa de que quanto mais a sociedade conseguir fazer por si própria melhor, menos depende do Estado para lhe assegurar bem-estar ao nível dos cuidados de saúde, educação, proteção social, etc. até porque se ficamos à espera que os outros ou o Estado faça alguma coisa por nós, estamos bem fodidos.
Em terceiro lugar, não escondo que por detrás da crença nesta ideologia estão obviamente razões de ordem pessoal, que tem que ver com a minha visão do Mundo e da vida, com a minha modesta experiência pessoal daquilo que assisto diariamente no meu país, com a minha formação académica e sobretudo com os valores que defendo, que acho serem os que melhor servem o interesse coletivo. Como costumo sempre refletir, um liberal mais do que querer liberdade para si ou para as pessoas que lhe estão mais próximas, quer sempre mais liberdade para os outros, essa é a essência da democracia, tolerarmos ideias diferentes das nossas inclusivamente aceitar sermos governados por quem nós não concordamos com a sua política, o princípio base de quanto mais liberdades individuais houver melhor, não só nas questões económicas e sociais, como também naqueles temas de comportamentos, valores e atitudes, as chamadas questões fraturantes, eu não gosto do termo, mas para ser percetível, nesse caso eu considero-me progressista e de esquerda. Em síntese, acho que relativamente a temas económicos e sociais, a direita tem escolhas mais realistas e a esquerda escolhas mais utópicas, não vivemos no Mundo ideal, vivemos no Mundo real, é dentro da realidade que temos que viver e não fora dela, mesmo que gostássemos muito que fosse diferente, a realidade não muda só pelo facto de não gostarmos dela, ao invés nos temas relacionados com os costumes e tradições é ao contrário, aqui é a direita que vive no Mundo da Lua e a esquerda que está mais próxima das necessidades reais das pessoas.
Em quarto lugar, o liberalismo ou neoliberalismo defende essencialmente que o Estado não deve intervir no normal funcionamento da economia de mercado, quanto mais interferir pior, como a economia funcionasse como a Mãe Natureza, quanto mais o Homem intervir no seu curso natural pior será, como por exemplo a relação dos pais com os filhos, quanto menos interferirem melhor, é o mesmo princípio, salvaguardando as devidas diferenças. O mercado auto-regula-se a si próprio, a teoria da mão invisível de Adam Smith que nós liberais defendemos, é tão legítimo acreditar nesta tese como noutra qualquer, há quem diga que é uma espécie de endeusamento do mercado, talvez sim, mas ao contrário de outras crenças em Deus, esta é comprovada todos dias, basta olhar para o que se passou nos últimos anos em Portugal, agora em 2018 estamos progressivamente a atingir os indicadores macroeconómicos que tínhamos antes da crise financeira internacional iniciada há uma década, o mercado ajustou-se às novas condições da economia global, passámos um mau bocado, tivemos um ciclo económico bastante negativo, batemos no fundo do poço, mas depois da tempestade veio a bonança, aos poucos a economia voltou aos níveis antes da crise, como aliás seria de esperar, é a teoria dos ciclos, depois da recessão vem a estagnação e a seguir o crescimento e vice-versa, aquelas teses da espiral recessiva, quase do fim do Mundo, a austeridade não só não matou a economia portuguesa como a tornou mais forte, mais resiliente, mais capaz de enfrentar a globalização, não é a tentar acabar com a globalização, também  não sei como isso se faz, que vamos estar prontos para estar no Mundo em que vivemos. A intervenção do Estado na economia, essencialmente através de legislação, é quase sempre negativa, trava a iniciativa privada, os negócios, a criação de riqueza e de postos de trabalho, seja através de impostos, regras por vezes sem qualquer nexo, burocracias sem fim, licenciamentos e taxas, com o Estado sempre a criar dificuldades às empresas, o Estado nunca aparece como facilitador do ambiente de negócios, muitas vezes isto acontece porque o Estado não cumpre com a sua função, quase que exige aos privados que façam aquilo que é da competência do Estado, como é o caso da solidariedade social. Porque é que o Estado não cumpre a sua função, porque é grande demais, está em todo o lado, quer fazer tudo e o seu contrário, dar tudo a toda a gente, quando há um problema por resolver ou se atira dinheiro para o resolver ou se cria mais um organismo público, é assim que funciona em Portugal, aquilo que defendo é reduzir o Estado ao mínimo, no fundo resumi-lo à sua insignificância, só com menos peso do Estado na economia e na sociedade, só assim é possível reduzir a despesa pública, o défice e a dívida, reduzir a pesada carga fiscal paga pelos contribuintes e empresas. Laissez-faire laissez-passer, deixar fazer deixar passar, não se pode pedir aos privados aquilo que é obrigação do Estado, também o Estado não se pode querer fazer substituir aos privados na sua função, que é fazer mexer a economia. O Estado tem o seu papel na sociedade e não é só nas funções de soberania, também ao nível da proteção social dos mais vulneráveis, lembro-me sempre dos sem-abrigo e dos deficientes, aliás detesto o termo deficiente, destes grupos de pessoas nunca ninguém quer saber, o que é que o Estado faz por estas pessoas? Onde está a esquerda para defender aqueles que estão excluídos da sociedade, para onde vão os recursos públicos, se não é para quem efetivamente mais precisa? Vão para a máquina do Estado ou para outros grupos da população, acho que ninguém sabe responder a esta pergunta, quando se fala em falhas de mercado, que evidentemente existem, mas quem fala das falhas grosseiras do Estado, nunca se ouve falar nisso, muito menos na assunção de responsabilidades por essas falhas.
Em quinto lugar, não ignoro que o capitalismo seja um sistema que está longe da perfeição, a sustentabilidade social e/ou ambiental deste modelo económico é difícil de atingir, haverá sempre pessoas prejudicadas por existir este sistema, contudo não esqueçamos dos que são beneficiados normalmente pensamos nas classes médias, se recuarmos à Revolução Industrial, a esquerda defende os prejudicados pela Revolução Industrial e a direita defende os beneficiados, ainda hoje parece que não houve grandes alterações nos ideais políticos. Quando surgem as crises económicas, ou seja, quando o capitalismo entra em crise, sobretudo com o aumento do desemprego fica em causa o cimento deste sistema, quando se ignora os excluídos dos benefícios da sociedade, essencialmente ao nível do bem-estar material e dos meios básicos de sobrevivência, quando não se repara no aquecimento global e nos efeitos das alterações climáticas, ficamos sem a perceção que é necessário colocarmos alguns limites ao estilo de vida ocidental nos países mais desenvolvidos, por um lado para incluir toda a população naquilo que são os maiores benefícios da geração da riqueza e por outro perceber que temos de preservar o meio ambiente em que vivemos, se não percebermos isso é o primeiro passo para que este modelo comece a fracassar. 
Em sexto lugar, não quero defender um tipo de política que seja nem esquerda nem direita, nem sim, nem sopas, nem carne, nem peixe, o meio-termo ou o centro político. É verdade que defendo opções políticas mais moderadas, ponderadas, sensatas e não escolhas radicais, extremistas ou fundamentalistas, mas tem que haver convicção nas decisões políticas, eu defendo políticas liberais ou neoliberais moderadas e sustentadas ao nível social e ambiental, sem abdicar dos princípios básicos do neoliberalismo económico, reduzir o Estado ao mínimo o seu peso na sociedade e na economia, mais liberdades individuais, mais incentivo â iniciativa privada, mais sociedade civil, menos Estado, menos despesa, menos défice, menos dívida, deixar funcionar o mercado, no fundo fazer a sociedade crescer por si própria em busca da felicidade e de cada vez mais conforto e bem-estar social e material.
Em sétimo lugar, termino com o que representa a direita ou o centro-direita em Portugal hoje em dia, a realidade é que às vezes pergunto-me se há mesmo direita em Portugal, claro que há, mas é uma direita quase sempre tímida e envergonhada com as suas ideias e convicções, eu percebo que haja o receio de pôr em causa a base social e eleitoral de apoio destes partidos: PPD/PSD e CDS/PP, mas a verdade é que quem é liberal ou neoliberal não se sente verdadeiramente representado, sentimos sempre a falta de um partido Liberal em Portugal, como há noutros países europeus e no Parlamento Europeu, tem havido tentativas sempre infrutíferas de formação de partidos políticos ditos liberais, mas nunca se conseguiu formar um movimento capaz de mobilizar esta fatia do eleitorado, já ouvi muito boa gente desejar que acontecesse, porém nada fazem para o concretizar, quando é o momento da verdade ninguém se chega à frente. Não deixa de ser verdade, que logicamente preferimos governos de direita do que de esquerda, a História tem comprovado que o PSD governa substancialmente melhor do que o PS, contudo o simples facto de se chamar Partido Social-Democrata causa no mínimo estranheza, sabemos que a social-democracia e o socialismo democrático são exatamente a mesma coisa, no nome PS e PSD são iguais, felizmente na prática são bem diferentes, a bem da própria democracia, em nome das alternativas de governo que devem existir, também é verdade que existe uma fação liberal no PSD, que raramente se conseguiu impor, talvez a única vez que aconteceu foi sob a liderança de Pedro Passos Coelho, que curiosamente afirmou que a designação do partido é um resquício histórico, não posso concordar mais e a sua governação foi de facto bastante liberal, só pecou por não ter ido mais longe nas reformas estruturais, nomeadamente na reforma do Estado e os resultados estão bem à vista de todos, ainda bem que o atual governo não desfez tudo o que se conseguiu fazer no anterior governo, o que só comprova que os ideais liberais dão resultados práticos, mesmo no momento mais difícil que o país atravessou nas últimas décadas, com algum liberalismo superámos o resgate e foram lançadas as bases do relativo sucesso económico que estamos a ter, então o que lhe faltou para ser um governo efetivamente liberal? Apenas lhe posso apontar falta de convicção nas opções políticas que se provaram estarem corretas, ao ponto dos portugueses terem reconhecido com uma vitória eleitoral sancionando as políticas adotadas, como referi anteriormente faltou ir mais longe, estou convencido se o tivesse feito hoje estaríamos ainda melhor, já agora quando se diz que os portugueses não são adeptos do liberalismo, os resultados das Eleições Legislativas de 2011 e 2015 demonstram o contrário. Quanto ao CDS/PP, é sempre um partido muito conservador, dito democrata-cristão, para quem é ateu como eu, apesar de ser de direita, não me identifico com quase nada das posições políticas relativamente às questões de costumes e tradições, não é claramente um partido liberal, muitas vezes o PPD/PSD sofre do mesmo mal, por vezes muito liberais nos temas sociais e económicos, mas no resto esquecem-se das outras liberdades individuais. Sei bem, que a divisão do eleitorado de direita ou centro-direita pode contribuir para a vitória da esquerda, ou seja do PS, bem ou mal a atual situação política possibilita criar maiores parlamentares mesmo sem vencer as eleições, eu pessoalmente discordo totalmente desse princípio, para mim quem ganha deve governar, contudo acho possível a criação de um partido Liberal que defenda os princípios que enunciei anteriormente, que tenha representação parlamentar e contribua ativamente para uma solução de governo à direita que seja abertamente e convictamente liberal nos seus propósitos para bem de Portugal, os liberais também têm direito a influenciar os destinos do país.
  
   

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Independência da República da Catalunha

Em primeiro lugar, faço uma declaração de interesses para afirmar que sou a favor da independência da Catalunha, portanto da sua separação do Estado espanhol, no texto que se segue irei explicar as razões pelas quais defendo convictamente esta posição política, porém não esquecendo a difícil, mas nunca impossível executabilidade da secessão e das suas consequências negativas sobretudo no curto prazo.
Em segundo lugar, dizer que em democracia qualquer posicionamento político é legítimo, mesmo opções antidemocráticas, mesmo que não sejam defendidas pela maioria das populações e até que possam ser consideradas absurdas, em democracia as minorias têm direito a serem representadas politicamente e a defenderem as suas opiniões, e é mesmo isso que vou fazer, sabendo de antemão que estou claramente em minoria no meu país, já não me conseguem convencer que estarei em minoria dentro do povo da Catalunha. Aliás, caso existisse um referendo com um resultado diferente do desejado da minha parte, como sempre assumiria a derrota e aceitaria que a vontade do povo catalão não era a da independência e da continuidade da dependência do estado espanhol e a questão ficaria encerrada da minha parte. Curiosamente, uma das questões levantadas recentemente foi precisamente a ideia de referendo nunca aceite pelo estado espanhol, que se recusa a procurar resolver a questão de forma democrática, como se viu a repressão e as prisões políticas de catalães, algo nunca vista numa democracia liberal ocidental, alguém ser preso só por ter uma opinião política diferente daquela que os representantes do estado espanhol apregoam. Eu sei que o referendo é inconstitucional, quanto a isso não há discussão, também sei que desencadear um processo de revisão constitucional não é fácil, mesmo assim a Constituição do reino de Espanha deveria considerar a hipótese de referendo, já que em democracia, os problemas resolvem-se democraticamente, estou convencido que é mesmo a única solução possível neste momento para parar com o conflito institucional, para mim a defesa do referendo é mesmo o ponto central desta questão e se Espanha não tiver receio do voto popular estará disponível para respeitá-lo, até porque existe a possibilidade de os independentistas não ganharem, se continuarem a refugiaram-se na questão legal terão sempre vitória garantida nos tribunais, mas terão sempre nas mãos por resolver o facto de pelo menos cerca de metade dos catalães serem favoráveis à independência e por essa razão escolherem sistematicamente governos de partidos separatistas. 
Em terceiro lugar, não vou esconder que por detrás desta minha convicção estão naturalmente questões pessoais, que têm que ver com a minha circunstância de ser um orgulhoso português, nacionalista ou patriota, mas não de extrema-direita, aliás esta não é uma questão de baixo nacionalismo anti-espanhol, é verdade que não gosto de Espanha,  mas gosto bastante de Inglaterra e do Reino Unido e sou a favor da independência da Escócia. No entanto, confesso que uma das principais razões que me levam a ser favorável à independência da Catalunha, são razões históricas, não gosto de Espanha porque sempre ao longo da História tentaram retirar a independência do meu país, os países são como os bebés, são todos iguais, mas bonito é nosso, por essa razão eu ser completamente solidário com a causa catalã, basta lembrar o que aconteceu a 1 de Dezembro de 1640, quando Espanha preferiu manter a Catalunha dentro do seu território do que Portugal, se hoje somos independentes, também se deve à revolta catalã nesse dia memorável da História de Portugal, por isso custa-me a indiferença total que o nosso país tem à Catalunha, preferimos ser servis de um Estado que no passado sempre que pôde tentou nos conquistar do que ser solidário com aqueles que tal como nós no passado quiserem ter independência nacional de Espanha, imaginemos se estivéssemos na mesma situação deles sendo portugueses, mas espanhóis, na língua, na gastronomia, na cultura, etc.  como nos sentiríamos nesse caso, sem identidade nacional e com a nossa identidade pessoal irremediavelmente abalada, por exemplo olharmos para o nosso cartão de identificação e termos como nacionalidade de um país que não aquele com que nos identificamos.
Em quarto lugar, sou licenciado em Ciência Política, portanto sou politólogo, assim sendo classifico Espanha como um Estado com várias Nações, aliás como é reconhecido logo nos primeiros artigos da Constituição de Espanha, como Pablo Iglésias diz um país de países ou uma Nação de Nações, eu sinceramente não percebo esse conceito. A minha posição pessoal é de que a cada Estado deve corresponder uma Nação, como acontece em Portugal por exemplo, se a própria Espanha reconhece ter 5 Nações diferentes no seu Estado, como princípio deveria ter 5 Estados diferentes : Catalunha, País Basco, Galiza, ... O que é ser uma Nação? Conceito trazido da Revolução Francesa, a qual confesso não ser grande fã, vem do romantismo, do amor à pátria, desde que não exacerbado não vejo qual é o mal de se gostar do seu país, mas uma Nação é um povo que num determinado território tem um conjunto de características comuns e identificáveis por toda a gente, desde a língua, os costumes, as tradições, a cultura, a história, etc. isso factualmente não existe no território do estado espanhol, falam-se várias línguas e culturas até muito diferentes entre si, em que pouco ou nada são sequer parecidas, enquanto a Catalunha reúne todas as características de uma Nação, é uma Nação sem Estado. Portanto, das duas uma, ou abandona-se em definitivo o conceito de Estado-Nação soberano que é legítimo ou então se se defende, como é o meu caso que é assim deve estar organizado o Estado, a Catalunha tem que ser um Estado independente, seria assim no meu Mundo ideal, na realidade não é fácil de materializar mas nunca será impossível de concretizar caso haja boa vontade política de ambas as partes.
Em quinto lugar, a realidade atual com o grau de complexidade existente no processo de integração europeia, sobretudo a nível monetário, de facto torna tudo muito mais complicado e não ignoro a evidência que no curto prazo, a independência teria custos financeiros enormes para o povo catalão, teria que abandonar o Euro e a União Europeia, não se pode ignorar a realidade, quando o dinheiro falam os outros calam-se, bem sei da importância do valor do dinheiro, mas há valores mais importante que o valor do dinheiro, esta talvez a causa política que gera mais paixões nas sociedades democráticas dos países mais desenvolvidos, por alguma razão isso acontece, a ainda região de Espanha da Catalunha é de longe a mais rica e em alguns anos poderia recuperar do prejuízo inicial da secessão, isto se a União Europeia não boicotasse os esforços de integração da nova República, estou convencido que nada é impossível e quando defendemos as nossas convicções até à última gota de sangue, suor e lágrimas tudo pode ser alcançado, mas claro que em pleno século XXI evidentemente não é o melhor timming histórico para se fazer, contudo se os catalães sentem no sangue que lhes corre nas veias o sentimento de identidade nacional devem lutar até ao final das suas forças.
Em sexto lugar, a minha solução ideal seria aquilo que em ciência política se designa de União Pessoal, como acontece na Austrália, em que é independente em tudo de Inglaterra, apenas mantém o mesmo Chefe de Estado, a rainha Isabel II, a Catalunha podia em teoria ser a mesma coisa, totalmente independente de Espanha, apenas mantinham o Rei como ligação a Espanha, sei que é uma solução que ninguém deseja, no meu Mundo ideal seria assim, eu sou monárquico, mais uma vez provo que não é nada contra Espanha, até simpatizo com a família real espanhola, ninguém esquece a transição pacífica democrática do poder feita pelo Rei Juan Carlos II, nem a beleza da Rainha Letízia Ortiz. Acho que a solução de criar um Estado federal pode ser tolerada por ambas as partes, a mim não me agrada a ideia, apesar de ser melhor do que nada, atualmente a Catalunha tem o mesmo estatuto político-administrativo dos Açores ou da Madeira, é inaceitável, bem sei que o grau de autonomia é bem maior na Catalunha, mas não deixa de ter o mero estatuto de região autónoma de Espanha, quase vexatório, Espanha trata a Catalunha como uma possessão territorial historicamente conquistada e ponto final, essa arrogância cultural castelhana sobre os restante povos da Península Ibérica é o ómega do nacionalismo castelhano centralista e intolerante com a diferença, as Nações não são melhores ou piores mas sim distintas umas das outras, em Espanha não se percebe isso, para eles o nacionalismo catalão ou basco é mau, mas o castelhano já é bom, sou por serem grandes enquanto Estado, nesse aspeto é delirante falar com espanhóis, eu respeito a identidade nacional deles, eles que não respeitam as dos outros. No entanto nesta, como em qualquer outra questão deve existir abertura para a negociação política, considero-me uma pessoa moderada apesar de convicções fortes, ninguém beneficia com a situação atual, talvez a criação de uma Federação de Estados seja uma solução putativamente consensual, não esquecendo que teriam de entrar outras "regiões autonómicas" no processo, como em qualquer acordo implica mais de uma parte e necessariamente cedências de ambas as partes, Espanha manteria a Catalunha como parte integrante do seu território e a Catalunha ganharia mais autonomia, seria a criação do Estado federado da Catalunha pertencente ao Estado espanhol, se calhar dito assim agradasse aos dois lados, como referi não a solução mais desejada da minha parte e também das duas partes envolvidas, mas pode ser uma escapatória para o problema institucional.
Em sétimo lugar, acabo com a posição de Portugal, que acho indigna e insultuosa para com a nossa História, o comprometimento com o princípio da unidade do Estado espanhol é na minha opinião um servilismo, que já estamos habituados na nossa política externa, que parece gostar mais de defender o interesse dos outros do que o nosso interesse nacional, ora se o nosso país foi construído à custa de Espanha e das suas manobras para nos conquistar como podemos esquecer isso e não sermos solidários com um povo e uma Nação que não conseguiu historicamente alcançar a sua independência de Espanha, tal como nós fizemos no passado, eu não percebo, pelo menos uma posição neutral, para mim é uma ofensa à nossa identidade nacional, se não respeitarmos os nossos antepassados nunca conseguiremos ter um futuro enquanto Nação.
Viva Portugal Visca a Catalunha

quarta-feira, 19 de março de 2014

Crimeia anexada ao território da Federação Russa, deixa de pertencer à Ucrânia

É oficial, a região autónoma da Crimeia pertencente até há pouquíssimo tempo à Ucrânia passa agora a pertencer à Rússia, país a que já pertenceu durante mais de 2 séculos, até há 60 anos quando Nikita Kruchev num daqueles dias menos sóbrios ou não, acabou por desviar a Crimeia para a Ucrânia, então pertencente à URSS, portanto mantinha-se no mesmo Estado, aliás este território tem muita história para contar desde o século XVIII, que não vale a pena contar toda. Este evento dá-se após as convulsões políticas e sociais na Ucrânia que a fez aproximar-se decisivamente do Ocidente e sobretudo da UE, esta região maioritariamente de população de nacionalidade russa, aproximadamente 60% desencadeou um processo tendo em vista este resultado final, primeiro com a aprovação parlamentar desta anexação e em simultâneo, a aprovação de um referendo com a pergunta aos crimerianos se pretendiam essa anexação ou então noutra pergunta se queriam a independência da Crimeia relativamente aos 2 países em causa. Desde logo, a Rússia apoiou estes esforços com acção militar inclusive no território, que na prática passou logo a lhes pertencer, mal foi declarada essa intenção pelos crimerianos, portanto foi um processo rápido e eficaz da Rússia à revelia do direito internacional, mas ironicamente assente na legitimidade democrática do voto, apesar de alguns condicionalismos ao voto sobretudo para os pró-ucranianos da região e aos nativos descendentes de outros povos que outrora habitavam naquele local. Para mim apercebi-me de imediato que seria muito complicado à Ucrânia manter todo o território, já que os "colonatos" russos da região prefeririam passar para o outro lado, também na expectativa de melhores condições de vida, se calhar com razão, mas confesso que no início tinha ficado com a impressão de que o que queriam mesmo era a independência e não a passagem para território russo, estava enganado, na 1ª hipótese compreenderia melhor a opção, assim compreendo mas não posso ser favorável a este ato de prepotência russa, apesar de como sempre respeitar a vontade popular. O pior da situação foi a incapacidade do Ocidente se ter imposto a esta mudança, nota-se cada vez mais que a Rússia vai reconquistando poder perdido com a derrota na Guerra Fria contra os EUA, há 6 anos quando invadiram a Geórgia conseguiram também levar a Abecássia e a Ossétia do Sul para o já vasto maior país do Mundo, lembro-me que na altura referia que a Rússia queria demonstrar que estava viva e pretendia rivalizar mais na balança de poderes nas relações internacionais, agora reforçam a sua posição, em detrimento do Ocidente que demonstra o apoio à Ucrânia sendo incapaz de lhe fornecer os meios para se poder tornar verdadeiramente independente da Rússia, que lhes faz lembrar e bem a ex-URSS. 

terça-feira, 11 de março de 2014

Efeito político da crise económica nas Eleições Europeias 2014

Ao longo desta crise económica desde 2008 para cá, que se denota nas Eleições nacionais, sobretudo dos países com a crise mais acentuada nos últimos anos, a subida dos partidos considerados mais extremistas, radicais e eurocépticos ou aniteuropeus ou até mesmo antidemocráticos nalguns casos, tanto à esquerda como à direita. Por estas razões, estas eleições europeias o previsível é que venha a acontecer de novo, assistimos a partidos como a Frente Nacional a poder ganhar em França, o que é preocupante para a futura composição do Parlamento Europeu, a subida de partidos eurocépticos, que não são só de extrema-direita e extrema-esquerda também há nos mais moderados em alguns países menos entusiasmados com o projecto europeu, isto pode levar a termos um Parlamento Europeu com uma forte representação desses partidos em que pode ameaçar algum status quo existente nas instituições europeias relativamente à percepção feita sobre os beneficíos criados ao longo da história da UE. Mais preocupante ainda é assistir a partidos considerados moderados do centro colarem-se a aos partidos mais radicais, sobretudo isso acontece à direita, onde os partidos do centro procuram esvaziar à agenda desses partidos, não só não conseguem como definem posições políticas muitas delas fortemente contrárias a algumas políticas da UE, como é o caso da Imigração, no futuro podemos ter em causa por exemplo o Espaço Schengen de livre circulação de bens, pessoas e capitais pelo espaço europeu, além de outros riscos que existem. A crise económica dentro da UE, em especial na Zona Euro, nas sucessivas eleições gerais feitas nos Estados-membros da UE, o crescimento dessas forças políticas, de certo modo indesejáveis numa organização como a UE, até pelo simples facto de elas ao serem contrárias à própria existência da UE, as crises económicas como no passado não muito longínquo são sempre terreno fértil para as opções menos democráticas, o que se prevê nestas eleições que resultem no mesmo sentido de privilegiar os partidos menos responsáveis pelos problemas que a crise provoca nas pessoas, como o desemprego. Por isto, tal como ao nível dos Estados, os partidos do centro têm de se preocupar com este fenómeno, claro que muito desse fenómeno deve-se à conjuntura desfavorável de menos prosperidade, contudo importa que se feita uma reflexão sobre as razões estruturais que leva o eleitorado a optar por esses partido e não vale nada estar a tentar adoptar as mesmas políticas desses partidos para lhes retirar raio de acção, assim são vão conseguir dar-lhes mais força e mais votos.  

domingo, 9 de março de 2014

Criação da União Bancária Europeia

Parece-me uma ideia, que já devia ter ocorrido aquando da criação do €uro, teria dado muito jeito antes da crise de 2008, a UE neste aspecto falhou redondamente, primeiro ao não ter criado logo quando surgiu a moeda única, depois por ter demorado este tempo todo a decidir e ainda pela demora na sua criação. Este mecanismo de supervisão bancária pelo BCE de toda a banca europeia, faz todo o sentido desde o início, sobretudo poderá ter a utilidade de prevenir crises futuras no sector e deixarem de ser os Estados a ter de pagar com estatizações bancos na falência, infelizmente não há economia sem bancos, eles são os únicos que emprestam dinheiro, o crédito esse dinheiro virtual que faz mover uma economia e sem ela torna inevitavelmente menos forte. É uma das lições da crise a tirar, no futuro esperamos que o Estado não seja obrigado a intervir, porque a supervisão terá poderes para impedir os excessos dos banqueiros e depois que mesmo que isso aconteça haverá um fundo para salvar esses bancos, muitos dos problemas de alguns países como a Espanha ou a Irlanda seriam incomparavelmente inferiores aos que são e a dívida pública de alguns países da UE seria menor, inclusive Portugal onde tivemos o BPN e o BPP que consumiram recursos públicos na pior altura possível. A Europa não pode resolver isto sozinha, precisa que haja um acordo no G8, de modo a que se comprometam a criar regras para limitar a acção dos bancos para evitar a especulação excessiva, sobretudo não deixar que a banca seja determinante nas economias, portanto a nível mundial terá de se conseguir 2 palavras-chave: regulação, fiscalização e supervisão eficazes para não ser possível repetir os erros do passado com a crise do subprime nos EUA.

Cenários previstos no pós Eleições Europeias 2014

Parece que no PSD se vive um dilema, pode não ficar satisfeito com a vitória nem com a derrota, visto que ao considerarem a liderança do adversário fraca de António José Seguro, leva a alguns pensarem que será melhor até perder, não por muitos claro, mas para os suficientes para que Seguro fique e assim tornar mais fácil a vitórias nas Legislativas 2015, ou quando elas ocorrerem. Com certeza, que será sempre um cenário arriscado pensar dessa forma, uma derrota é sempre uma derrota, e perdendo quem garante que não perderão também as outras eleições, seguro será se vencerem ficarem mais próximos do objectivo das eleições seguintes. Bem, isto tudo soa a maquiavélico, no sentido de que a política é a disputa pela conquista, manutenção e exercício do poder, que leva-me a concluir que o objectivo principal dos partidos políticos é evidentemente ganhar eleições, para mim isso no momento próprio, que é o eleitoral, não tem mal nenhum, antes pelo contrário, tal como um clube tem como objectivo ganhar títulos ou uma empresa vender mais produtos, etc. Por isto, vou traçar alguns potativos cenários pós-eleições.
Caso a coligação PSD/CDS vença seja por muitos ou poucos, claro que reforça o Governo e coloca inevitavelmente em causa a liderança do PS, que fica notória a sua incapacidade de derrotar o governo em eleições, o mesmo acontece com um empate, algo improvável, pelo menos na percentagem, mesmo que seja nos euro deputados eleitos, o resultado provocará os mesmos efeitos referidos numa possível vitória da direita, se o PS ganhar por pouco, sobretudo em percentagem e votos, não tanto em mandatos, fica um cenário nubloso, a liderança pode não ser colocada em causa, mas fica a dúvida no ar, se Seguro conseguiria vencer posteriormente as Legislativas, é sem dúvida o cenário mais imprevisível, com a direita segundo o que escrevi anteriormente, se calhar a ficar contente mesmo perdendo e com a sensação de poder ganhar as Legislativas, pelo menos em coligação, algo talvez impensável há uns tempos , se calhar mesmo no seio da coligação, contudo, se o PS ganhar por muitos, em mandatos e/ou votos ficará numa situação favorável à reconquista do poder brevemente e sem beliscar a liderança actual, por outro lado deixaria o Governo numa situação fragilizada, não com motivos para demissão, mas para pensar seriamente que depois do fim do mandato dificilmente o renovariam. 
Na minha opinião, vai acontecer o cenário mais imprevisível de todos com o PS a ganhar por poucos deixando muitas dúvidas para o futuro recente político do país, como escrevi ontem julgo que serão obrigados a entendimentos face às circunstâncias do pós-eleições legislativas, mas quem ganha não deixa de ganhar e parece-me evidente que o PS pode ganhar todas as próximas eleições, o problema é que ao contrário do que se pensava há uns meses, a direita tem algumas, poucas mas tem hipóteses de ganhar.  

domingo, 1 de janeiro de 2012

Resultados Eleitorais das Eleições Regionais da Madeira de 9/10/2011

PSD-48,56% 25 deputados 71.556 votos 
CDS-17,63% 9 deputados 25.974 votos
PS - 11,5% 6 deputados 16.945 votos
PTP-6,86% 3 deputados 10.112 votos
PCP-3,76% 1 deputado 5,546 votos
PND-3,27% 1 deputado 4.825 votos
PAN-2,13% 1 deputado 3.135 votos
MPT-1,93% 1 deputado 2.839 votos
BE- 1,7% 2.512 votos

Brancos-0,74% 1.087 votos
Nulos-1,91% 2.813 votos
Participação eleitoral-57,45% 147.344 votantes
Abstenção-42,55%  109.139 não votaram
Inscritos-100% 256.483 eleitores

Alberto João Jardim eleito Presidente do Governo Regional pela 11ª vez com maioria absoluta

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sorteio do Campeonato da Europa de 2012 na Polónia e na Ucrânia

Grupo A
Polónia
República Checa
Rússia
Grécia

Grupo B
Holanda
Alemanha
Dinamarca
Portugal

Grupo C
Espanha
Itália
Croácia
República da Irlanda

Grupo D
Ucrânia
Inglaterra
Suécia 
França

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Portugal finalista vencido do Campeonato do Mundo de sub-20

Fase de Grupos
Grupo B                                              Classificação
Portugal-0-0-Uruguai                          1º Portugal 7
Portugal-1-0-Camarões                      2º Camarões 4
Portugal-1-0-Nova Zelândia               3º Nova Zelândia 2
                                                          4º Uruguai 2 

1/8 de Final
Portugal-1-0-Guatemala

1/4 de Final
Portugal-0-0-Argentina (5-4 em grandes penalidades)

1/2 Finais
Portugal-2-0-França

Final
Portugal-2-3-Brasil (após prolongamento)


sábado, 2 de julho de 2011

Final da Liga dos Campeões 2010/2011: Barcelona vs Manchester United

Com resultado de 3-1 favorável ao Barcelona que terminou mais uma edição da Liga dos Campeões, com golos de Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa contra o de Wayne Rooney, o Barça alcançou a 4ª título de campeão europeu da sua história, 2 em 3 anos e 3 nos últimos 6 anos. O que demonstra uma tendência histórica no clube num país em que o Real Madrid conquistou este troféu por 9 vezes, mas que não ganha já há 9 anos, neste período o Barcelona já arrecadou 3 títulos, este ano até eliminou o Real nas meias da prova. O Manchester United voltou a perder uma final para o Barcelona, tal como há 2 anos em Roma, desta feita mesmo no seu país, em Londres no Wembley, foi a 3ª final em 4 anos, apenas conquistou a primeira em 2008 frente ao Chelsea, em Moscovo, mantendo-se com 3 títulos, se não fosse o super Barça dos últimos anos, para mim a melhor equipa de sempre, a competência do Manchester United marcaria também a sua era no futebol europeu.
O jogo foi bom, no início o Manchester surpreendeu pressionando alto, mas durou pouco, o Barcelona foi conseguindo ao longo do jogo fazer o seu futebol e foi superior, apesar da boa réplica do United, que após ter sofrido o 1º golo ainda conseguiu empatar, resultado esse ao intervalo, 1-1. Na 2ª parte, o Barça dominou por completo não deixando hipóteses de reacção do adversário, foi nesta fase que surgiu a estrela Messi juntamente com o melhor futebol colectivo dos catalães, o jogo de despedida de Van Der Sar, assistimos ao Barcelona desenhar mais um bonito episódio da história do futebol de ataque e de posse de bola, mas também a lição de que o melhor futebol pode superar sempre qualquer equipa e que se consegue ter resultados.