segunda-feira, 3 de junho de 2019

Composição do Parlamento Europeu


  1. Partido Popular Europeu                                                          179 mandatos
  2. Aliança Progressista de Socialistas e Democratas Europeus 153 mandatos
  3. Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa                     105 mandatos
  4. Os Verdes/Aliança Livre Europeia                                             69 mandatos
  5. Reformistas e Conservadores Europeus                                   63 mandatos
  6. Europa de Nações e Liberdade                                                 58 mandatos
  7. Esquerda Unida Europeia - Esquerda Nórdica Verde               38 mandatos
  8. Outros                                                                                        24 mandatos
  9. Não-Inscritos                                                                               8 mandatos 

          Abstenção: 51%

  1. PPE vence as eleições pela Europa mais uma vez, mas desta feita pode não conseguir eleger o Presidente da Comissão Europeia. António Costa parece querer exportar o que fez cá em 2015, já não basta ganhar, é preciso uma maioria parlamentar para formar neste caso a Comissão, veremos se os Socialistas Europeus conseguem fazer uma espécie de "gerigonça à europeia".
  2. Socialistas e Democratas Europeus perderam representação parlamentar, tal como o PPE, pela primeira vez os dois juntos não têm maioria no Parlamento Europeu, um problema que pode ser uma oportunidade, para os socialistas conseguirem colocar Frans Timmermans na liderança da Comissão.
  3. ALDE subiram significativamente a sua representação, sobretudo devido à inclusão nesta família política dos eurodeputados eleitos pelo partido do Presidente de França Emmanuel Macron, estes deputados poderão ser decisivos para a formação das maiorias necessárias no Parlamento na próxima legislatura.
  4. Os Verdes foram uma surpresa na noite eleitoral, foram segundos na Alemanha e terceiros em França. o movimento social de jovens em prol do meio ambiente, parece ter tido alguma repercussão nas urnas, também aqui podem ser determinantes para a formação de maiorias no Parlamento Europeu.
  5. Os partidos pró-europeus parecem estar em maioria, apesar dos partidos do centro terem perdido pela primeira vez a maioria, com os liberais e ecologistas podem aliar-se para impedir os que são contra a existência da própria da UE tentarem implodir por dentro as instituições comunitárias.
  6. Apesar disto, a extrema-direita subiu um pouco pela Europa, continuando a ser uma ameaça ao projeto europeu, não o suficiente para formar uma minoria de bloqueio, mesmo assim não deixa de ser preocupante os seus resultados. Ao invés, a extrema-esquerda praticamente mantém a sua representação.
  7. Por fim, a abstenção também na Europa muito elevada, mais de metade dos europeu não foram às urnas, não tanto como em Portugal, não deixa de ser também uma ameaça à solidez das instituições europeias, que assim perdem naturalmente alguma da sua legitimidade política.  

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