Previsão:
- Partido Socialista vai ganhar as eleições
- PS vai ganhar sem maioria absoluta
- PPD/Partido Social-Democrata irá ter uma derrota pesada, arriscando-se mesmo a ter o pior resultado de sempre, o que vai obrigar à demissão do Presidente da Comissão Política Nacional Rui Rio
- Bloco de Esquerda terá um resultado semelhante ao 2015, talvez um pouco mais, podendo ter deputados suficientes para desafiar o PS, a um Governo de coligação de esquerda formado pelos 2 partidos, sem a companhia do Partido Comunista Português
- PCP antevê-se uma perda eleitoral, tal como nas últimas eleições, sendo o único partido prejudicado eleitoralmente por apoiar no Parlamento o Governo do PS, das duas uma, ou sai da equação da maioria parlamentar, que continuará a ser de esquerda, ou então poderá ser a chave da solução de viabilização do Governo de António Costa na próxima legislatura.
- CDS-Partido Popular também sairá derrotado, ao ponto de colocar em causa a liderança de Maria Assunção Cristas, a direita ou centro-direita ficará ainda mais minoritário no Parlamento. A fragmentação deste eleitorado é uma das causas do insucesso eleitoral, não será fácil nos próximos tempos regressarem ao poder.
- Pessoas Animais e Natureza vão passar a ter um grupo parlamentar, consolidando como novo partido parlamentar português, quem sabe com uma palavra a dizer na solução política de viabilização do novo Governo.
- Outro partidos, apenas o Aliança tem hipóteses de eleger deputados, quem sabe também poder influenciar a futura governação, tudo depende de quantos deputados fica o PS da maioria absoluta.
- Em síntese, a grande questão será, como e sobretudo com quem, o PS vai conseguir governar na próxima legislatura. Se em coligação com o BE, com o apoio parlamentar do PCP, ou do BE, ou de ambos, ou com o PAN, ou outra solução inventada por António Costa, com o objetivo de ser o Primeiro-Ministro socialista com mais tempo no poder. O PS ainda não conseguiu estar mais de 6 anos consecutivos no Governo, assim foi com António Guterres e José Sócrates, ao fim do sexto ano, a meio da 2ª legislatura acabaram por demitir-se entregando o poder à direita e deixando sempre o país em maus lençóis.
- Partido Popular Europeu 179 mandatos
- Aliança Progressista de Socialistas e Democratas Europeus 153 mandatos
- Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa 105 mandatos
- Os Verdes/Aliança Livre Europeia 69 mandatos
- Reformistas e Conservadores Europeus 63 mandatos
- Europa de Nações e Liberdade 58 mandatos
- Esquerda Unida Europeia - Esquerda Nórdica Verde 38 mandatos
- Outros 24 mandatos
- Não-Inscritos 8 mandatos
Abstenção: 51%
- PPE vence as eleições pela Europa mais uma vez, mas desta feita pode não conseguir eleger o Presidente da Comissão Europeia. António Costa parece querer exportar o que fez cá em 2015, já não basta ganhar, é preciso uma maioria parlamentar para formar neste caso a Comissão, veremos se os Socialistas Europeus conseguem fazer uma espécie de "gerigonça à europeia".
- Socialistas e Democratas Europeus perderam representação parlamentar, tal como o PPE, pela primeira vez os dois juntos não têm maioria no Parlamento Europeu, um problema que pode ser uma oportunidade, para os socialistas conseguirem colocar Frans Timmermans na liderança da Comissão.
- ALDE subiram significativamente a sua representação, sobretudo devido à inclusão nesta família política dos eurodeputados eleitos pelo partido do Presidente de França Emmanuel Macron, estes deputados poderão ser decisivos para a formação das maiorias necessárias no Parlamento na próxima legislatura.
- Os Verdes foram uma surpresa na noite eleitoral, foram segundos na Alemanha e terceiros em França. o movimento social de jovens em prol do meio ambiente, parece ter tido alguma repercussão nas urnas, também aqui podem ser determinantes para a formação de maiorias no Parlamento Europeu.
- Os partidos pró-europeus parecem estar em maioria, apesar dos partidos do centro terem perdido pela primeira vez a maioria, com os liberais e ecologistas podem aliar-se para impedir os que são contra a existência da própria da UE tentarem implodir por dentro as instituições comunitárias.
- Apesar disto, a extrema-direita subiu um pouco pela Europa, continuando a ser uma ameaça ao projeto europeu, não o suficiente para formar uma minoria de bloqueio, mesmo assim não deixa de ser preocupante os seus resultados. Ao invés, a extrema-esquerda praticamente mantém a sua representação.
- Por fim, a abstenção também na Europa muito elevada, mais de metade dos europeu não foram às urnas, não tanto como em Portugal, não deixa de ser também uma ameaça à solidez das instituições europeias, que assim perdem naturalmente alguma da sua legitimidade política.