Parece que no PSD se vive um dilema, pode não ficar satisfeito com a vitória nem com a derrota, visto que ao considerarem a liderança do adversário fraca de António José Seguro, leva a alguns pensarem que será melhor até perder, não por muitos claro, mas para os suficientes para que Seguro fique e assim tornar mais fácil a vitórias nas Legislativas 2015, ou quando elas ocorrerem. Com certeza, que será sempre um cenário arriscado pensar dessa forma, uma derrota é sempre uma derrota, e perdendo quem garante que não perderão também as outras eleições, seguro será se vencerem ficarem mais próximos do objectivo das eleições seguintes. Bem, isto tudo soa a maquiavélico, no sentido de que a política é a disputa pela conquista, manutenção e exercício do poder, que leva-me a concluir que o objectivo principal dos partidos políticos é evidentemente ganhar eleições, para mim isso no momento próprio, que é o eleitoral, não tem mal nenhum, antes pelo contrário, tal como um clube tem como objectivo ganhar títulos ou uma empresa vender mais produtos, etc. Por isto, vou traçar alguns potativos cenários pós-eleições.
Caso a coligação PSD/CDS vença seja por muitos ou poucos, claro que reforça o Governo e coloca inevitavelmente em causa a liderança do PS, que fica notória a sua incapacidade de derrotar o governo em eleições, o mesmo acontece com um empate, algo improvável, pelo menos na percentagem, mesmo que seja nos euro deputados eleitos, o resultado provocará os mesmos efeitos referidos numa possível vitória da direita, se o PS ganhar por pouco, sobretudo em percentagem e votos, não tanto em mandatos, fica um cenário nubloso, a liderança pode não ser colocada em causa, mas fica a dúvida no ar, se Seguro conseguiria vencer posteriormente as Legislativas, é sem dúvida o cenário mais imprevisível, com a direita segundo o que escrevi anteriormente, se calhar a ficar contente mesmo perdendo e com a sensação de poder ganhar as Legislativas, pelo menos em coligação, algo talvez impensável há uns tempos , se calhar mesmo no seio da coligação, contudo, se o PS ganhar por muitos, em mandatos e/ou votos ficará numa situação favorável à reconquista do poder brevemente e sem beliscar a liderança actual, por outro lado deixaria o Governo numa situação fragilizada, não com motivos para demissão, mas para pensar seriamente que depois do fim do mandato dificilmente o renovariam.
Na minha opinião, vai acontecer o cenário mais imprevisível de todos com o PS a ganhar por poucos deixando muitas dúvidas para o futuro recente político do país, como escrevi ontem julgo que serão obrigados a entendimentos face às circunstâncias do pós-eleições legislativas, mas quem ganha não deixa de ganhar e parece-me evidente que o PS pode ganhar todas as próximas eleições, o problema é que ao contrário do que se pensava há uns meses, a direita tem algumas, poucas mas tem hipóteses de ganhar.
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