terça-feira, 11 de março de 2014

Efeito político da crise económica nas Eleições Europeias 2014

Ao longo desta crise económica desde 2008 para cá, que se denota nas Eleições nacionais, sobretudo dos países com a crise mais acentuada nos últimos anos, a subida dos partidos considerados mais extremistas, radicais e eurocépticos ou aniteuropeus ou até mesmo antidemocráticos nalguns casos, tanto à esquerda como à direita. Por estas razões, estas eleições europeias o previsível é que venha a acontecer de novo, assistimos a partidos como a Frente Nacional a poder ganhar em França, o que é preocupante para a futura composição do Parlamento Europeu, a subida de partidos eurocépticos, que não são só de extrema-direita e extrema-esquerda também há nos mais moderados em alguns países menos entusiasmados com o projecto europeu, isto pode levar a termos um Parlamento Europeu com uma forte representação desses partidos em que pode ameaçar algum status quo existente nas instituições europeias relativamente à percepção feita sobre os beneficíos criados ao longo da história da UE. Mais preocupante ainda é assistir a partidos considerados moderados do centro colarem-se a aos partidos mais radicais, sobretudo isso acontece à direita, onde os partidos do centro procuram esvaziar à agenda desses partidos, não só não conseguem como definem posições políticas muitas delas fortemente contrárias a algumas políticas da UE, como é o caso da Imigração, no futuro podemos ter em causa por exemplo o Espaço Schengen de livre circulação de bens, pessoas e capitais pelo espaço europeu, além de outros riscos que existem. A crise económica dentro da UE, em especial na Zona Euro, nas sucessivas eleições gerais feitas nos Estados-membros da UE, o crescimento dessas forças políticas, de certo modo indesejáveis numa organização como a UE, até pelo simples facto de elas ao serem contrárias à própria existência da UE, as crises económicas como no passado não muito longínquo são sempre terreno fértil para as opções menos democráticas, o que se prevê nestas eleições que resultem no mesmo sentido de privilegiar os partidos menos responsáveis pelos problemas que a crise provoca nas pessoas, como o desemprego. Por isto, tal como ao nível dos Estados, os partidos do centro têm de se preocupar com este fenómeno, claro que muito desse fenómeno deve-se à conjuntura desfavorável de menos prosperidade, contudo importa que se feita uma reflexão sobre as razões estruturais que leva o eleitorado a optar por esses partido e não vale nada estar a tentar adoptar as mesmas políticas desses partidos para lhes retirar raio de acção, assim são vão conseguir dar-lhes mais força e mais votos.  

Sem comentários: