Ao longo desta crise económica desde 2008 para cá, que se denota nas Eleições nacionais, sobretudo dos países com a crise mais acentuada nos últimos anos, a subida dos partidos considerados mais extremistas, radicais e eurocépticos ou aniteuropeus ou até mesmo antidemocráticos nalguns casos, tanto à esquerda como à direita. Por estas razões, estas eleições europeias o previsível é que venha a acontecer de novo, assistimos a partidos como a Frente Nacional a poder ganhar em França, o que é preocupante para a futura composição do Parlamento Europeu, a subida de partidos eurocépticos, que não são só de extrema-direita e extrema-esquerda também há nos mais moderados em alguns países menos entusiasmados com o projecto europeu, isto pode levar a termos um Parlamento Europeu com uma forte representação desses partidos em que pode ameaçar algum status quo existente nas instituições europeias relativamente à percepção feita sobre os beneficíos criados ao longo da história da UE. Mais preocupante ainda é assistir a partidos considerados moderados do centro colarem-se a aos partidos mais radicais, sobretudo isso acontece à direita, onde os partidos do centro procuram esvaziar à agenda desses partidos, não só não conseguem como definem posições políticas muitas delas fortemente contrárias a algumas políticas da UE, como é o caso da Imigração, no futuro podemos ter em causa por exemplo o Espaço Schengen de livre circulação de bens, pessoas e capitais pelo espaço europeu, além de outros riscos que existem. A crise económica dentro da UE, em especial na Zona Euro, nas sucessivas eleições gerais feitas nos Estados-membros da UE, o crescimento dessas forças políticas, de certo modo indesejáveis numa organização como a UE, até pelo simples facto de elas ao serem contrárias à própria existência da UE, as crises económicas como no passado não muito longínquo são sempre terreno fértil para as opções menos democráticas, o que se prevê nestas eleições que resultem no mesmo sentido de privilegiar os partidos menos responsáveis pelos problemas que a crise provoca nas pessoas, como o desemprego. Por isto, tal como ao nível dos Estados, os partidos do centro têm de se preocupar com este fenómeno, claro que muito desse fenómeno deve-se à conjuntura desfavorável de menos prosperidade, contudo importa que se feita uma reflexão sobre as razões estruturais que leva o eleitorado a optar por esses partido e não vale nada estar a tentar adoptar as mesmas políticas desses partidos para lhes retirar raio de acção, assim são vão conseguir dar-lhes mais força e mais votos.
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