Eu penso que este não é o momento para eleições em Portugal, mas compreendo de alguma forma que o PSD não apoie pela 3ª vez a manutenção do Governo. A verdade é que o Governo bem ou mal estava a tentar evitar uma ajuda externa e estas medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento vinham tentar dar confiança aos mercados no sentido de diminuir as taxas de juro da dívida pública portuguesa, de facto não estava a conseguir ganhar essa confiança estando os juros a ficarem insustentáveis de pagar a médio e longo prazo, porém todos vimos que as taxas aumentaram com a instabilidade política provocada pelo anúncio de aprovação do projecto de resolução contra o PEC que significa a rejeição do Parlamento do PEC. Vale a pena relembrar que o PEC não precisava de aprovação no Parlamento, mas como Sócrates não deu cavaco a ninguém deu a desculpa necessária a que já por altura do PEC, se criasse as condições para deixar o Governo quase sem hipóteses de governar, depois de o Governo se ter comprometido na UE tomar as medidas que hoje foram rejeitadas, de qualquer maneira o Governo poderia ter continuado e apresentar na mesma em Abril este PEC para os próximos anos mesmo não tendo a aceitação interna traduzida no Parlamento, formalmente poderia o fazer mas politicamente seria difícil de fazer. Por isso, o Governo decide-se demitir abrindo caminho a uma crise política que se junta à crise económico-financeira e social devido à vontade notória da oposição em ir para eleições, o que nesta altura é inevitável na decisão que o PR vai tomar para dissolver a AR, para o futuro essas eleições serão disputadas e o PSD não tem a eleição ganha, apesar do PS ter vida difícil, aliás para o PSD seria melhor por altura do OE irmos para eleições, mas no fundo está aberto o poder à direita após 6 anos de governo do PS e já agora à intervenção do FMI em Portugal.
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