terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Influência das sondagens nos resultados eleitorais no caso das Presidenciais 2011

A principal conclusão ao fazermos a comparação entre as sondagens e os resultados eleitorais é a de que, tal como Wert no seu artigo sobre sondagens apontava para as eleições presidenciais, de que as sondagens sobrestimam o candidato vencedor, bem como a sua margem de vitória, apesar de não ser muito significativa, já que Cavaco venceu à 1ª volta. Para mim, o que mudou em relação a outras eleições é que o candidato perdedor teve ainda menos do que as sondagens lhe apontavam, o que demonstra que não conseguiu, apesar do seu esforço, ter algum efeito underdog que lhe favorecesse. Contudo, se olharmos para o resultado de Nobre de 14%, quando as sondagens lhe davam 11%, talvez possamos ver aí algum efeito underdog, mas como é muito difícil provarmos que isso acontece, avanço com outros motivos para a subestimação do seu resultado, como o final de campanha que foi sempre em crescendo, tal como as sondagens finais deram esse aumento das intenções de voto, por outro lado a abstenção muito elevada que eventualmente lhe favoreceu, e por último, do ponto de vista político o mais importante, a disputa do mesmo tipo de eleitor entre ele e Alegre, que contribui para o resultado muito próximo entre os dois. Quanto ao candidato comunista, em concordância com um relatório da ERC sobre sondagens, o resultado do PCP é sempre ligeiramente subestimado. O candidato Coelho foi obviamente subestimado sobretudo devido ao resultado que obteve na Madeira e o facto de ter aparecido aos eleitores já no fim da campanha, além da abstenção que o favoreceu. Por último, as sondagens quase acertaram no resultado de Defensor Moura.

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